Agronegócio

Exportações de arroz aliviam o setor, mas não resolvem crise de preços no mercado interno

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O mercado brasileiro de arroz vive um período desafiador. Mesmo com o avanço das exportações em outubro, os preços pagos aos produtores seguem em níveis críticos, pressionando a rentabilidade e colocando em risco a sustentabilidade financeira da cultura no país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, as negociações giram entre R$ 51 e R$ 58 por saca de 50 quilos nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul — em alguns casos, até abaixo disso. “É um colapso de margem, especialmente em áreas como a Campanha, onde o custo de produção chega a R$ 100 por saca”, alerta o especialista.

Produtores em alerta para a safra 2025/26

O cenário de preços baixos tem preocupado o setor e acendido o sinal vermelho para a safra 2025/26. Com custos de produção elevados e margens negativas, muitos produtores avaliam a viabilidade econômica de manter o cultivo do cereal.

Além da pressão sobre a rentabilidade, o consumo interno também apresenta queda significativa. “Há uma retração na tradicional base da alimentação brasileira — o arroz com feijão — que vem perdendo espaço para ultraprocessados e refeições prontas”, observa Oliveira.

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Mudança de hábitos alimentares reduz demanda interna

A transformação dos hábitos de consumo tem impactado diretamente a demanda por arroz no Brasil. A preferência crescente por alimentos de conveniência e produtos industrializados afeta o escoamento da produção doméstica.

Para reverter esse quadro, indústrias e entidades do setor intensificam campanhas de valorização do arroz como alimento essencial, buscando reconectá-lo ao público jovem e urbano, mais sensível à praticidade.

“É preciso reposicionar o arroz, mostrando-o como um produto versátil, saudável e moderno, capaz de integrar diferentes estilos de alimentação”, destaca o analista.

Câmbio e concorrência regional dificultam a competitividade

Outro obstáculo enfrentado pelo setor é a combinação entre câmbio desfavorável e concorrência regional. O dólar abaixo de R$ 5,40 reduz a atratividade das exportações e, ao mesmo tempo, favorece a entrada do arroz importado, principalmente do Paraguai.

Segundo Oliveira, a vantagem fiscal e logística dos vizinhos é potencializada pela falta de equalização do ICMS interestadual, um problema que tem corroído a competitividade do arroz gaúcho no mercado interno.

Exportações crescem e garantem superávit comercial

Apesar das dificuldades, o desempenho externo do arroz brasileiro foi positivo em outubro, demonstrando a resiliência do setor. O Brasil exportou 213,1 mil toneladas (base casca), sendo 104,2 mil toneladas de arroz em casca e 74,1 mil toneladas de arroz beneficiado.

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As importações somaram 143,3 mil toneladas, resultando em um superávit comercial de 102,8 mil toneladas — um avanço expressivo em relação ao déficit de 99,8 mil toneladas registrado em 2024.

O resultado indica que, embora as exportações ajudem a aliviar o excedente de oferta e dar fôlego aos preços, a crise estrutural do setor ainda está longe de ser resolvida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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