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Exportações de grãos do Brasil somam mais de 165 milhões de toneladas em 2025, aponta ANEC

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As exportações brasileiras de grãos mantêm ritmo intenso em 2025. Segundo o relatório Shipment Flow – Semana 46, divulgado pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), o Brasil já embarcou entre 165,2 e 166,3 milhões de toneladas de produtos agrícolas até novembro, incluindo soja, farelo de soja, milho e trigo.

O levantamento, elaborado em parceria com a Cargonave, mostra que o país segue consolidando sua posição como um dos maiores exportadores globais de commodities agrícolas, com destaque para a soja, que continua liderando os volumes exportados.

Soja se mantém como principal produto de exportação

A soja continua sendo o carro-chefe das exportações brasileiras. Até novembro, o país embarcou mais de 106 milhões de toneladas, superando os 97,2 milhões exportados em 2024. O volume representa um crescimento anual de 9%, refletindo a forte demanda internacional e o bom desempenho logístico nos principais portos do país.

Entre os portos com maior movimentação de soja estão Santos, Paranaguá e São Luís (Itaqui), que juntos respondem por quase metade dos embarques semanais registrados em novembro.

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Farelo de soja mantém estabilidade com leve redução no acumulado

O farelo de soja também registrou desempenho consistente, com 21,8 milhões de toneladas exportadas até novembro, número próximo ao total de 2024 (22,8 milhões de toneladas).

Segundo a ANEC, a leve retração no acumulado está ligada à maior prioridade dada à exportação do grão in natura, diante dos preços mais competitivos no mercado externo. Mesmo assim, o produto mantém forte presença nos embarques, especialmente a partir dos portos de Santos e Rio Grande.

Milho deve encerrar o ano com volume entre 35 e 36 milhões de toneladas

As exportações de milho seguem dentro da faixa projetada pela ANEC, entre 35,4 e 36,5 milhões de toneladas para o acumulado de 2025. Em novembro, o line-up aponta embarques entre 5,8 e 6,9 milhões de toneladas, embora a entidade considere possível um volume final um pouco abaixo, próximo de 6,3 milhões de toneladas.

Os embarques seguem concentrados em Santos, São Francisco do Sul e Barcarena, com destaque para a demanda asiática e europeia.

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Trigo mostra recuperação e registra quase 1,8 milhão de toneladas exportadas

O trigo, que tradicionalmente tem menor participação nas exportações agrícolas brasileiras, apresentou crescimento expressivo em 2025. Até novembro, os embarques somaram 1,77 milhão de toneladas, superando o volume total de 2024 (2,58 milhões de toneladas, incluindo dezembro).

A Argentina continua sendo o principal destino do trigo brasileiro, enquanto Santos e Rio Grande se destacam como os principais portos de saída.

Total exportado supera desempenho de 2024

Somando todos os produtos, o Brasil já exportou mais de 165 milhões de toneladas de grãos em 2025 — superando o total de 160,5 milhões de toneladas embarcadas em 2024.

Os dados reforçam a tendência de crescimento nas exportações agrícolas brasileiras, impulsionadas pela demanda global, pela eficiência logística e pelo aumento da capacidade portuária.

A ANEC destaca que os números ainda poderão sofrer ajustes, uma vez que todas as estatísticas são revisadas retroativamente a cada final de mês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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