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Feijão: mercado interno mantém ritmo lento enquanto exportações batem recorde histórico

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O mercado brasileiro de feijão iniciou dezembro em ritmo morno. De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as negociações no mercado spot seguem ocorrendo de forma pontual, principalmente quando há necessidade de reposição de estoques.

Feijão carioca tem preços sustentados pela qualidade da oferta

No caso do feijão carioca, os preços seguem influenciados pelo comportamento da demanda e pela oferta restrita de produtos de alta qualidade. Essa limitação de grãos premium tem mantido as cotações firmes nas principais praças produtoras, já que muitos consumidores priorizam esse padrão para o abastecimento de fim de ano.

Feijão preto sente pressão da ampla disponibilidade

O cenário é diferente para o feijão preto, que apresenta queda nas cotações em razão da elevada oferta no mercado interno. De acordo com o Cepea, o excesso de produto disponível tem reduzido o poder de barganha do produtor e limitado novas negociações. Ainda assim, o grão segue com boa procura em algumas regiões, especialmente nas que tradicionalmente consomem essa variedade.

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Exportações brasileiras de feijão atingem recorde histórico em 2025

No mercado externo, o Brasil alcançou um recorde histórico de exportações de feijão. Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o país embarcou 501,2 mil toneladas, o maior volume já registrado desde o início da série histórica, em 1997.

Esse desempenho reforça a crescente competitividade do feijão brasileiro no mercado internacional, sustentada pela qualidade do produto e pela diversificação dos destinos compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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