Agronegócio

Fertilizantes recuam no mercado internacional e produtores mantêm cautela nas compras para a próxima safra

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O mercado global de fertilizantes registrou novos ajustes nos preços nos últimos dias, com destaque para a ureia, que voltou a operar em níveis inferiores aos observados antes da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento reflete um cenário de maior cautela entre compradores e vendedores, diante das incertezas sobre a oferta internacional e das decisões dos principais países exportadores.

Segundo análise da StoneX, o comportamento do mercado continua fortemente influenciado pela política comercial da China, especialmente em relação aos preços mínimos de exportação e à possível ausência do país na atual rodada de compras promovida pela Índia, um dos maiores consumidores mundiais de fertilizantes.

Ureia lidera movimento de queda

A ureia foi o fertilizante que apresentou os recuos mais significativos nas últimas negociações internacionais.

Após registrar altas impulsionadas pelas preocupações com o conflito no Oriente Médio, o produto perdeu força e retornou aos patamares observados antes da elevação da tensão geopolítica. A correção indica uma redução da pressão compradora e maior expectativa do mercado em relação ao equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.

Além disso, a indefinição sobre a participação da China nas licitações indianas segue sendo um fator decisivo para a formação dos preços globais, já que qualquer alteração no fluxo de exportações pode impactar diretamente a disponibilidade do produto.

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Fosfatados seguem sustentados pela demanda

No segmento dos fertilizantes fosfatados, o cenário permanece relativamente estável.

Mesmo com preços ainda considerados elevados, a demanda internacional continua apresentando resiliência, limitando movimentos mais expressivos de baixa. O equilíbrio entre oferta e consumo tem garantido sustentação às cotações, especialmente em mercados que já iniciaram o planejamento para as próximas safras.

Analistas avaliam que o comportamento dos fosfatados demonstra maior resistência às oscilações recentes observadas em outros nutrientes, mantendo um ambiente de negociações mais equilibrado.

Mercado brasileiro adota postura defensiva

No Brasil, os produtores rurais seguem cautelosos na aquisição de fertilizantes.

A estratégia predominante é de observação do mercado, com compras realizadas de forma pontual e apenas quando consideradas necessárias. A postura reflete tanto as incertezas sobre a evolução dos preços internacionais quanto a preocupação com os custos de produção diante das margens mais apertadas em diversas culturas.

O comportamento defensivo também está relacionado à expectativa de possíveis oportunidades de compra caso os movimentos de ajuste continuem nas próximas semanas.

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Potássicos enfrentam demanda mais fraca

O mercado de fertilizantes potássicos apresenta menor intensidade nos movimentos de preços.

Segundo analistas, a demanda internacional relativamente enfraquecida tem limitado avanços mais expressivos nas cotações. Diferentemente da ureia, a influência da China sobre esse segmento é menos relevante, reduzindo o impacto das decisões do país sobre o mercado global.

No Brasil, o ritmo de compras também permanece moderado. Parte significativa da demanda já foi atendida anteriormente, o que reduz a necessidade imediata de novas aquisições por parte dos produtores.

Cenário exige atenção para planejamento da safra

Com os preços da ureia em ajuste, estabilidade nos fosfatados e mercado mais acomodado para os potássicos, produtores e distribuidores continuam monitorando atentamente os fatores internacionais que podem alterar a dinâmica dos fertilizantes.

Questões geopolíticas, políticas de exportação dos grandes fornecedores e o comportamento da demanda global seguirão determinando o rumo das cotações nos próximos meses, influenciando diretamente os custos de produção e o planejamento da próxima safra brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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