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Focus eleva projeção da inflação para 2026 e mercado reduz estimativa do dólar no Brasil

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As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central voltaram a elevar as projeções para a inflação brasileira em 2026, reforçando o cenário de juros elevados e atenção do mercado aos custos da economia. Ao mesmo tempo, os economistas reduziram novamente a estimativa para o dólar no próximo ano, refletindo o fortalecimento do real diante da entrada de capital estrangeiro e do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Os dados constam na edição mais recente do Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, documento que reúne as expectativas das principais instituições financeiras do país para inflação, juros, câmbio e crescimento econômico.

A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu de 4,89% para 4,91%. O índice segue bem acima da meta oficial de inflação, fixada em 3,00% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O mercado também elevou a expectativa para os preços administrados — controlados por contratos ou pelo poder público — que passou de 4,98% para 5,01% em 2026. Já a previsão para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), amplamente utilizado em contratos de aluguel e custos do setor produtivo, avançou de 5,50% para 5,60%.

Inflação segue pressionando cenário econômico

Para 2027, os analistas mantiveram em 4,00% a expectativa para o IPCA, ainda acima da meta inflacionária prevista para o período.

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As projeções para os preços administrados permaneceram em 3,80%, enquanto o IGP-M ficou estável em 4,00%.

O movimento reforça a percepção de que a inflação continuará sendo um desafio relevante para a política monetária brasileira nos próximos anos, especialmente diante das incertezas internacionais, da volatilidade das commodities e das tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.

O comportamento do petróleo e dos fertilizantes segue no radar do agronegócio, já que qualquer escalada nos custos internacionais pode pressionar fretes, combustíveis, energia e despesas de produção no campo.

Mercado mantém expectativa de juros altos

O Focus manteve em 13,00% a previsão para a taxa Selic ao fim de 2026. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,50% ao ano, o que indica expectativa de cortes graduais de 1,50 ponto percentual até dezembro.

Para 2027, porém, a previsão para os juros subiu de 11,00% para 11,25%, mostrando que o mercado passou a enxergar menos espaço para uma queda mais intensa da Selic.

Há quatro semanas, a expectativa para os juros em 2026 era significativamente menor, em 10,50%, demonstrando deterioração nas perspectivas inflacionárias.

O cenário de juros elevados continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro no Brasil, movimento que ajuda a sustentar o real e fortalecer a Bolsa brasileira.

Dólar perde força e projeção cai novamente

A projeção para o dólar em 2026 caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20, mantendo a trajetória de revisão para baixo observada nas últimas semanas.

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Há um mês, o mercado projetava a moeda norte-americana em R$ 5,37 no encerramento do próximo ano.

Para 2027, a expectativa permaneceu em R$ 5,30 por dólar.

O recuo das projeções cambiais ocorre em meio ao fluxo positivo de investimentos estrangeiros para o Brasil, sustentado pelo diferencial de juros em relação aos Estados Unidos e pela busca global por ativos de maior retorno.

No mercado financeiro desta segunda-feira, o dólar segue operando abaixo de R$ 4,90, enquanto o Ibovespa mantém viés positivo, refletindo o cenário de entrada de recursos externos e maior apetite ao risco em mercados emergentes.

PIB segue com crescimento moderado

As instituições financeiras mantiveram em 1,85% a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026.

Para 2027, a estimativa avançou marginalmente de 1,75% para 1,76%.

O Banco Central, por sua vez, projeta crescimento de 1,6% para a economia brasileira em 2026, conforme o Relatório de Política Monetária divulgado em março.

Apesar da desaceleração econômica esperada, o agronegócio continua sendo apontado como um dos principais pilares de sustentação do PIB brasileiro, especialmente com o avanço das exportações, o crescimento da demanda asiática e a recuperação gradual de importantes cadeias produtivas do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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