Agronegócio

FPA defende aumento da mistura de biodiesel no diesel para reduzir dependência de importações

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) encaminhou nesta quarta-feira (11) uma carta aberta ao governo federal solicitando o aumento do percentual obrigatório de biodiesel misturado ao diesel no Brasil. A proposta apresentada por entidades do agronegócio e da agroindústria sugere a elevação da mistura para 17% (B17) como forma de reduzir a dependência do país do diesel importado e ampliar a produção nacional de biocombustíveis.

O documento foi direcionado ao Ministério de Minas e Energia, à Casa Civil e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo as entidades que assinam a carta, ampliar a mistura obrigatória pode fortalecer cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, estimular o uso de energia renovável e aumentar a segurança energética do país.

Proposta busca reduzir dependência do diesel importado

De acordo com o presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion, o Brasil ainda apresenta elevada dependência do diesel importado, o que pode representar um risco para a economia em momentos de instabilidade global.

Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no país é importado. Para Lupion, ampliar a mistura de biodiesel é uma forma de aproveitar o potencial produtivo do agronegócio para gerar energia dentro do próprio país.

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Segundo o parlamentar, a biomassa produzida pelo setor agropecuário pode contribuir diretamente para ampliar a oferta de combustível e reduzir a vulnerabilidade externa da matriz energética brasileira.

Brasil tem capacidade para ampliar produção de biocombustíveis

A avaliação da FPA é que o Brasil possui condições técnicas e produtivas para ampliar o uso de biocombustíveis sem comprometer o abastecimento interno.

Na visão da frente parlamentar, o país já se consolidou como um dos principais produtores globais de energia renovável. O aumento da participação do biodiesel no diesel poderia fortalecer a indústria nacional, estimular investimentos e criar novas oportunidades econômicas para diferentes cadeias produtivas do agronegócio.

Além disso, a ampliação da mistura poderia aumentar a oferta de combustível no mercado doméstico, ajudando a reduzir pressões sobre o preço do diesel.

Conflito no Oriente Médio reforça debate sobre segurança energética

O debate sobre o aumento da mistura de biodiesel ocorre em meio a um cenário de maior tensão no mercado internacional de energia.

A escalada do conflito no Oriente Médio tem provocado volatilidade nas cotações globais do petróleo e ampliado as preocupações com o abastecimento de combustíveis e os custos de produção.

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Para a vice-presidente da FPA no Senado, a senadora Tereza Cristina, a dependência de insumos importados torna o setor produtivo brasileiro mais sensível às crises internacionais.

A senadora destacou que o Brasil importa não apenas diesel, mas também grande parte dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, o que contribui para elevar os custos no campo.

Biodiesel pode reduzir vulnerabilidade externa do Brasil

Na avaliação da FPA, ampliar a participação do biodiesel na matriz energética brasileira pode ajudar o país a reduzir essa dependência externa, ao mesmo tempo em que estimula a produção de energia renovável.

A medida também pode gerar renda e desenvolvimento econômico em diferentes regiões produtoras, especialmente nas cadeias ligadas à produção de matérias-primas utilizadas na fabricação do biocombustível.

Para o deputado Pedro Lupion, o Brasil possui tecnologia, capacidade industrial e disponibilidade de matérias-primas para avançar nessa agenda energética.

Segundo ele, o biodiesel já é uma solução consolidada no país e pode contribuir para aumentar a autonomia energética brasileira diante de desafios econômicos e geopolíticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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