Agronegócio

Governo dos EUA é acusado de distorcer preços do etanol de milho com subsídios bilionários, afirma OIA

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O diretor executivo da Organização Internacional do Açúcar (OIA), José Orive, afirmou nesta terça-feira (21) que os pagamentos de apoio do governo dos Estados Unidos aos produtores de milho estão distorcendo os preços das exportações de etanol e afetando a concorrência internacional.

Segundo Orive, os incentivos diretos e apoios internos concedidos ao setor de milho norte-americano somam cerca de US$ 130 bilhões, valor que influencia diretamente o custo de produção e o preço de venda do etanol de milho no mercado global.

Efeitos dos subsídios sobre o comércio internacional

Durante evento promovido pela consultoria Datagro, em São Paulo, o representante da OIA destacou que, embora esses pagamentos estejam atualmente em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o volume de milho destinado à produção e exportação de etanol pelos Estados Unidos justifica uma reavaliação das políticas de apoio interno adotadas pelo país.

“O preço pelo qual eles colocam seu etanol é distorcido e torna a concorrência enviesada”, afirmou Orive, ressaltando que o subsídio cria vantagens artificiais para o produto americano em relação aos concorrentes de outros países exportadores, como o Brasil.

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Brasil e o impacto no mercado global de biocombustíveis

O debate sobre os subsídios agrícolas norte-americanos ocorre em um momento de aumento da competitividade global no setor de biocombustíveis. O Brasil, principal exportador de etanol de cana-de-açúcar, tem se posicionado como um ator central nas discussões sobre transição energética e comércio justo de combustíveis renováveis.

A avaliação de Orive reforça as preocupações de parte do setor sucroenergético brasileiro, que há anos aponta os apoios financeiros dos EUA ao milho como um fator de desequilíbrio na formação de preços internacionais do etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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