Agronegócio

Governo proíbe uso do fogo para manejo de áreas rurais em 2025

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O governo de Mato Grosso determinou a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais durante períodos específicos de 2025. A medida, que visa prevenir incêndios florestais, leva em conta a previsão de seca prolongada, altas temperaturas e baixa umidade, fatores que aumentam o risco de queimadas incontroláveis.

De acordo com o decreto estadual, no Pantanal mato-grossense, a proibição vai de 1º de junho a 31 de dezembro. Já nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o uso do fogo será vetado entre 1º de julho e 30 de novembro. Durante esse período, todas as autorizações de queima controlada emitidas pela Secretaria de Meio Ambiente ficarão suspensas. O uso do fogo em áreas urbanas permanece proibido durante todo o ano. A exceção se aplica apenas a queimadas conduzidas ou supervisionadas por órgãos públicos especializados no combate e prevenção de incêndios.

Para coordenar ações de monitoramento e resposta rápida, o governo criou a Sala de Situação Central, que funcionará de 1º de junho a 31 de dezembro sob a gestão da Secretaria de Segurança Pública e com coordenação do Corpo de Bombeiros Militar. O decreto também autoriza a contratação de brigadistas para reforçar as operações de prevenção e combate a incêndios florestais, especialmente nas áreas mais vulneráveis.

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Além disso, foi decretada situação de emergência ambiental em diversas regiões do estado. No centro-sul, sudeste e sudoeste, onde está o Pantanal, a emergência vai de março a dezembro. No nordeste, o período será de abril a dezembro, enquanto no norte do estado, a situação se estenderá de abril a novembro.

A decisão do governo reflete a preocupação com o agravamento das condições climáticas e os impactos ambientais e econômicos das queimadas. Para os produtores rurais, a recomendação é buscar alternativas ao uso do fogo no manejo de áreas, adotando técnicas sustentáveis para evitar prejuízos e garantir a preservação do meio ambiente.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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