Agronegócio

Indústria retraída e exportações enfraquecidas pressionam preços do arroz no Rio Grande do Sul

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O mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul segue pressionado pela falta de demanda industrial e pela queda nas exportações. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário de baixa necessidade de compras no mercado spot e o ritmo lento de escoamento interno mantiveram as cotações em queda ao longo de novembro.

Queda nas cotações e menor ritmo de exportações

O Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou novembro cotado a R$ 53,28 por saca, registrando o menor valor desde a primeira semana de abril de 2020. O indicador acumulou uma queda de 5,4% no mês e de 46,27% no ano, refletindo a retração das indústrias e o enfraquecimento das exportações brasileiras de arroz.

Os pesquisadores do Cepea destacam que o avanço da safra e o baixo ritmo de comercialização têm contribuído para a manutenção da pressão sobre os preços. A oferta interna elevada e a diminuição das vendas externas criam um ambiente de excesso de produto no mercado doméstico, intensificando o movimento de desvalorização.

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Safra 2025/26: semeadura avança e clima favorece as lavouras

Enquanto o mercado enfrenta queda nas cotações, o campo apresenta bom desempenho. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor de arroz do país, o plantio da safra 2025/26 está em fase final, com o clima favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), até o dia 27 de novembro, a semeadura havia atingido 92% da área prevista, o que representa avanço de 2,8 pontos percentuais em relação à semana anterior. As condições climáticas estáveis têm sustentado a expectativa de maior produtividade nesta temporada, o que pode ampliar ainda mais a oferta no início de 2026.

Perspectivas para o mercado de arroz

Especialistas avaliam que, enquanto a demanda industrial e as exportações não retomarem força, o mercado interno deve continuar pressionado. A expectativa de uma safra mais produtiva reforça a tendência de preços estáveis ou em queda no curto prazo, principalmente se não houver recuperação significativa nas vendas externas.

Ainda assim, agentes do setor acompanham o comportamento do câmbio e o avanço das negociações internacionais, fatores que podem influenciar o ritmo das exportações e, consequentemente, o equilíbrio de oferta e demanda no mercado nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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