Agronegócio

IPCF sobe em março e indica piora no poder de compra de fertilizantes para o produtor rural

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Índice de Poder de Compra de Fertilizantes avança em março

A Mosaic divulgou que o Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou março em 1,53, acima do registrado em fevereiro, quando o indicador marcou 1,28. O avanço do índice sinaliza uma piora na relação de troca para o produtor rural.

O principal fator para essa elevação foi o aumento nos preços dos fertilizantes, que exerceu forte pressão sobre o indicador ao longo do mês.

Alta dos fertilizantes impacta diretamente o índice

Os preços dos fertilizantes registraram aumento médio de 10% em março, influenciados por fatores externos, especialmente o cenário internacional.

Entre os principais motivos estão:

  • Restrições na oferta global
  • Elevação dos custos de produção
  • Aumento dos custos logísticos
  • Valorização do petróleo e do enxofre

Esse conjunto de fatores contribuiu para encarecer os insumos agrícolas, reduzindo o poder de compra do produtor.

Câmbio tem impacto limitado no período

O dólar apresentou valorização de 0,6% no mês, mas teve impacto considerado limitado sobre o IPCF.

Mesmo com a leve alta da moeda norte-americana, o principal vetor de pressão sobre o índice continuou sendo o aumento dos preços dos fertilizantes.

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Commodities agrícolas apresentam leve alta

No segmento das commodities agrícolas, foi registrada uma variação positiva de 1,3% em março.

As principais culturas que apresentaram valorização foram:

  • Cana-de-açúcar
  • Milho
  • Algodão
  • Soja

O desempenho foi parcialmente impulsionado pela alta do petróleo, embora tenha sido contido pela grande safra brasileira, que mantém elevada a oferta no mercado interno.

Conflitos no Oriente Médio elevam incertezas

O cenário internacional segue como fator de atenção, especialmente devido às tensões no Oriente Médio, região estratégica para a produção e distribuição global de fertilizantes.

Esse contexto tem gerado:

  • Maior volatilidade nos preços
  • Incertezas no abastecimento
  • Pressão sobre os custos logísticos

A continuidade desses conflitos pode manter o IPCF em níveis elevados, dificultando o planejamento do produtor tanto para a safra atual quanto para a próxima.

Planejamento e gestão de risco ganham importância

Diante de um ambiente mais desafiador, especialistas reforçam a necessidade de um planejamento mais equilibrado para o ciclo produtivo.

Entre os pontos de atenção estão:

  • Disciplina comercial
  • Gestão de risco
  • Adaptação às condições de mercado

Essas estratégias são fundamentais para mitigar os impactos da volatilidade e garantir maior previsibilidade ao produtor rural.

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O que é o IPCF e como ele é calculado

O IPCF é um indicador mensal divulgado pela Mosaic que mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas.

A base de comparação é o ano de 2017. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para o produtor.

Metodologia do índice

O cálculo do IPCF considera:

Fertilizantes:

  • MAP
  • SSP
  • Ureia
  • KCl

Commodities agrícolas:

  • Soja
  • Milho
  • Açúcar
  • Etanol
  • Algodão

Os dados de fertilizantes têm como base informações da CRU Group, enquanto os preços das commodities são calculados com base em publicações da Agência Estado e do CEPEA.

O índice também leva em conta o câmbio, com peso de 70% nos custos dos fertilizantes e 85% na receita das commodities.

Culturas analisadas no IPCF

O indicador considera as principais lavouras brasileiras:

  • Soja
  • Milho
  • Açúcar
  • Etanol (cana-de-açúcar)
  • Algodão

Os dados apresentados referem-se ao desempenho do índice em março de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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