Agronegócio

Mapa participa do início da 39ª Conferência Regional da FAO

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Iniciou, nesta segunda-feira (2), a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39), no Palácio do Itamaraty, em Brasília-DF.

A Reunião de Altos Funcionários marcou o começo do evento e contou com a participação do secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, representando o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que assumiu a copresidência da Conferência.

O encontro irá ocorrer nos dias 2 e 3 de março, onde representantes das delegações dos Estados Membros analisarão os principais desafios regionais relacionados à segurança alimentar, à agricultura e aos sistemas agroalimentares.

E tem como objetivo consolidar consensos técnicos por meio da examinação de documentos de trabalho, avanços programáticos e prioridades estratégicas que orientarão as decisões ministeriais durante a Reunião Ministerial, contribuindo para fortalecer a coerência regional frente aos desafios globais.

Na ocasião, Cleber Soares, destacou que o evento é um encontro estratégico onde o Brasil afirma o compromisso com a transformação sustentável dos sistemas agroalimentares da região. Além da responsabilidade assumida pelo Brasil ao liderar a 39ª Conferência Regional.

“Estamos contribuindo com o que o Brasil tem de melhor em termos de ciência, de conhecimento, de políticas públicas para fortalecer a região. O Brasil busca demonstrar que é possível sim, ampliar a produção com responsabilidade ambiental, baseando-se em ciência, tecnologia e políticas públicas bem estruturadas e que isso possa ser compartilhado e retroalimentado em via de mão dupla com os países da América Latina e Caribe”, disse Soares.

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Ocorreu também a apresentação do Plano Estratégico da FAO para a América Latina e o Caribe no biênio 2024-2025, marco intermediário do Plano da FAO para a década 2022-2031.

O representante da delegação brasileira e chefe da Coordenação-Geral de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério das Relações Exteriores, Saulo Ceolin, destacou que a região da América Latina e Caribe registrou quatro anos consecutivos de avanços na redução da fome e em segurança alimentar, ressaltando sobre o Brasil ter saído do Mapa da Fome em 2025, graças a políticas públicas sólidas compromisso governamental e participação social.

Também evidenciou que é necessário combater a insegurança alimentar exige revitalizar o multilateralismo, fortalecer a cooperação internacional e situar a erradicação da pobreza e das desigualdades no centro da governança global.

LARC 39

O Brasil foi escolhido para sediar a 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e Caribe após por ter demonstrado grande interesse e compromisso em promover os esforços regionais para combater a fome e a má nutrição. A decisão foi adotada pelos países-membros da região durante o 38º Período de Sessões.

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A Conferência é um espaço de diálogo técnico e político de alto nível sobre os avanços e desafios da América Latina e do Caribe no combate à fome e à má nutrição.

A Conferência Regional sintetizará as linhas de trabalho da FAO sob quatro Prioridades Regionais, refletindo os “Quatro Melhores” do Marco Estratégico da Organização – quatro dimensões interconectadas que contribuem para a transformação dos sistemas agroalimentares:

• Prioridade Regional 1: produção eficiente, inclusiva e sustentável. (Melhor Produção)
• Prioridade Regional 2: acabar com a fome e alcançar a segurança alimentar e a nutrição. (Melhor Nutrição)
• Prioridade Regional 3: gestão sustentável dos recursos naturais e adaptação à mudança climática. (Melhor Ambiente)
• Prioridade Regional 4: redução das desigualdades e da pobreza e promoção da resiliência. (Uma Vida Melhor)

O ministro Carlos Fávaro participará da abertura da Reunião Ministerial na próxima quarta-feira (4) juntamente com o Diretor-Geral da FAO, QU Dongyu.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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