Agronegócio

Mapa reforça compromisso com produção sustentável para impulsionar exportações

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do evento “Comércio Sino-Brasileiro de Carne Bovina: Perspectivas para a Sustentabilidade e Valorização da Cadeia”, nesta terça-feira (21). Na ocasião, o assessor especial do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Augustin, apresentou o Programa Caminho Verde Brasil.

Augustin destacou a importância das práticas sustentáveis promovidas pela iniciativa. “Os consumidores chineses, por exemplo, preferem produtos sustentáveis e pagam mais por eles. Nós temos a intenção de dobrar a produção brasileira com alto grau de sustentabilidade para atender às exigências do mercado externo e cuidar do meio ambiente. É missão do Brasil privilegiar a certificação para oferecer um produto superior”, disse.

O evento foi realizado pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que lançou um novo sistema de certificação de carne livre de desmatamento, um produto sustentável, sem aumento de preço e em escala: o Beef on Track (BoT).

Os produtos certificados receberão um selo aplicado diretamente nos cortes de carne, o que permitirá ao consumidor final, em qualquer parte do mundo, fazer sua escolha na gôndola do supermercado. A certificação pretende facilitar o acesso dos produtos brasileiros a mercados que buscam produtos livres de desmatamento, como a China e a União Europeia.

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A China é um parceiro estratégico para o agro, e as expectativas de crescimento do consumo per capita de carne naquele país indicam uma oportunidade para ampliar os negócios. No entanto, a diretora executiva do Imaflora, Marina Guyot, ressaltou que é preciso atenção às exigências chinesas por rastreabilidade individual do rebanho e às conversações entre Brasil e China em torno de um comércio bilateral sustentável e livre de desmatamento.

Os participantes do encontro discutiram as oportunidades da pecuária bovina brasileira no mercado chinês e refletiram sobre os desafios da cadeia e os caminhos para a manutenção da competitividade em um cenário geopolítico em mutação e agravado pelo acirramento da crise climática.

O mercado de carne

O rebanho bovino brasileiro tem cerca de 196 milhões de cabeças, ocupando 160 milhões de hectares de pastagens. Em 2024, o abate de animais no Brasil cresceu 15,2% na comparação com o ano anterior, o maior resultado da série histórica Estatísticas da Produção Pecuária, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), as exportações para o mercado chinês, principal parceiro comercial do país no setor, atingiram US$ 5,6 bilhões, quase 50% do total exportado.

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Compromisso com a sustentabilidade

O Programa Caminho Verde Brasil pretende recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas para uso em sistemas de produção agropecuária e florestal sustentáveis no período de dez anos. O programa cria condições para um expressivo aumento da produção de alimentos e de biocombustíveis, sem desmatamento de novas áreas de matas nativas.

O Caminho Verde Brasil promove a segurança alimentar, apoia a transição energética e conserva o meio ambiente, reforçando a posição estratégica do Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável.

Os produtores interessados em aderir ao programa poderão obter crédito com taxa de juros abaixo do mercado, em um dos dez bancos vencedores do leilão: Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, BTG, Itaú, Bradesco, Santander, Banco Votorantim, Rabobank e Safra. Para isso, é necessário assumir o compromisso de não desmatar novas áreas pelo prazo do financiamento e de fazer balanço anual de carbono, entre outras condicionantes ambientais e trabalhistas.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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