Agronegócio

Mato Grosso segue sofrendo com a escassez de chuvas

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O estado de Mato Grosso enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história agrícola com a sojicultura sob ameaça de uma quebra recorde por conta das condições climáticas.

Na semana passada a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja MT) já havia revisto suas estimativas, apontando para uma redução de 20% na produção em comparação à temporada anterior. Se esses números se confirmarem, o gigante do agronegócio brasileiro poderá colher apenas 36,15 milhões de toneladas da oleaginosa, representando uma redução expressiva de 9,16 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2022/23.

E, desde então, a situação não melhorou em nada. Os agricultores já percebem perdas irreparáveis, com campos que necessitam de replantio e produtividades iniciais muito abaixo das expectativas. O município de Campos de Júlio é um exemplo dessa adversidade, com rendimentos que mal alcançam as 20 sacas por hectare, conforme relatou ao portal “Notícias Agrícolas”, o produtor Tiago Daniel Comiran.

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A crise se acentua com o decreto de estado de emergência em municípios como Diamantino, Canarana, Alto Paraguai e Sorriso, este último o maior produtor nacional. A escassez de chuvas e o calor abrasador têm dizimado as plantações, e as estimativas são sombrias: uma perda de 20 sacas por hectare em Sorriso poderia significar 1,5 milhão de toneladas a menos no mercado.

As previsões climáticas não oferecem consolo. Felippe Reis, analista da EarthDaily Agro, sugere que, embora o verão possa trazer chuvas, elas serão insuficientes para recuperar a umidade do solo, crucial para a sojicultura. As elevadas temperaturas exacerbam o problema, ampliando a evapotranspiração e secando ainda mais a terra.

Os relatos dos produtores são dramáticos, como demonstrado em vídeos enviados à imprensa, retratando a devastação das lavouras de Tapurah e Nova Xavantina. “Tudo morto, nem sei se vale a pena colher”, lamenta o produtor Mario Oda, referindo-se à sua propriedade de quase 1.000 hectares.

Diante desse cenário, os agricultores são forçados a considerar alternativas, como a substituição da soja por milho ou até mesmo um novo ciclo de plantio da oleaginosa, numa tentativa de mitigar as perdas.

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O presidente do Sindicato Rural de Nova Xavantina, Artemio Antonini, relata a continuidade do plantio até meados de dezembro, mas já reconhece uma redução de 20% na safra.

Com informações do Notícias Agrícolas

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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