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Mercado da soja enfrenta pressão do clima e do câmbio, mas China pode reaquecer exportações

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Clima adverso e logística desafiam produtores de soja

O mercado de soja iniciou a semana sob influência direta das condições climáticas e dos custos logísticos, de acordo com análise divulgada nesta segunda-feira (23) pela Grão Direto.

A previsão de chuvas acima da média no Sudeste e em partes do Centro-Oeste pode atrasar a colheita e dificultar o escoamento da safra recorde até os portos, elevando os custos de transporte e reduzindo as margens do produtor.

Enquanto isso, o calor intenso e a seca no Sul do Brasil exigem atenção especial. Segundo a análise, se houver perdas nas lavouras tardias, os prêmios portuários em Rio Grande e Paranaguá podem encontrar suporte e limitar as quedas de preço.

Alta nos fretes e impacto sobre os preços da soja

Com o pico de escoamento da safra coincidindo com o transporte de milho, a demanda por fretes agrícolas aumentou de forma expressiva. Esse cenário tende a manter os custos de transporte em alta, o que pode ser repassado ao produtor por meio de descontos no preço recebido pela soja.

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A análise da Grão Direto recomenda o uso de estratégias comerciais que permitam ao produtor aproveitar oportunidades de venda antecipada, antes que o custo logístico reduza a rentabilidade.

China pode impulsionar exportações brasileiras

O mercado também volta suas atenções à China, que deve retomar as compras após o feriado do Ano Novo Lunar. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país asiático deve importar cerca de 112 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26.

De acordo com o especialista da Grão Direto, uma aceleração nas importações chinesas, seja para reposição de estoques ou como medida preventiva a tensões comerciais com os EUA, pode favorecer as exportações brasileiras.

Os prêmios portuários, atualmente estáveis, devem ser observados de perto como indicadores de reação da demanda e de melhores oportunidades de negociação.

Câmbio e inflação trazem volatilidade ao mercado interno

No campo macroeconômico, os indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos devem aumentar a volatilidade cambial ao longo da semana. O mercado acompanha o Relatório Focus do Banco Central e o IPCA-15, que podem influenciar as expectativas sobre a taxa Selic e o comportamento do real frente ao dólar.

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A análise aponta que, caso a inflação venha acima do esperado, a manutenção de juros elevados poderia fortalecer a moeda brasileira, o que tende a pressionar ainda mais os preços da soja no mercado interno.

Projeções indicam semana de volatilidade e preços enfraquecidos

Com a combinação de fatores climáticos, cambiais e logísticos, o mercado de soja deve permanecer altamente volátil nos próximos dias.

Na Bolsa de Chicago, os contratos seguem pressionados pelo aumento projetado da área plantada nos Estados Unidos, o que reforça o cenário de queda nas cotações.

Segundo a Grão Direto, a tendência para a semana é de mercado interno enfraquecido, com possibilidade de encerramento em campo negativo caso não haja novos impulsos de demanda externa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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