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Mercado de algodão registra alta nos preços e demanda ativa, mas negociações seguem travadas no Brasil

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O mercado brasileiro de algodão apresentou demanda consistente tanto no mercado spot quanto para contratos futuros, mas segue com baixo volume de negócios efetivados. O cenário reflete cautela entre compradores e vendedores, mesmo diante da valorização dos preços domésticos e do bom desempenho das exportações.

Segundo a Safras Consultoria, as tradings concentraram suas operações em contratos de curto prazo, com embarques em até 30 dias, e também voltados à safra 2026. Já a indústria manteve uma postura conservadora, realizando compras pontuais, no modelo “da mão para a boca”.

Preços da pluma avançam no mercado interno

Apesar da baixa liquidez, as cotações do algodão em pluma registraram alta ao longo da semana.

O indicador CIF São Paulo encerrou a quinta-feira (23) em R$ 4,02 por libra-peso, avanço de 1,77% em relação à semana anterior.

No interior, o destaque foi Rondonópolis (MT), onde o preço atingiu R$ 124,99 por arroba (equivalente a R$ 3,78 por libra-peso), com valorização semanal de R$ 2,06 por arroba.

O movimento indica sustentação de preços mesmo diante da postura cautelosa dos agentes de mercado.

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Exportações brasileiras crescem mais de 35% em abril

O desempenho externo segue como um dos principais pilares de sustentação do mercado.

De acordo com dados do Ministério da Economia do Brasil, as exportações de algodão somaram 194,896 mil toneladas em abril (considerando 12 dias úteis), com média diária de 16,241 mil toneladas.

A receita com os embarques alcançou US$ 294,840 milhões, com média diária de US$ 24,570 milhões.

Na comparação com abril de 2025:

  • o volume diário exportado cresceu 35,8%
  • a receita diária avançou 25,9%

O resultado reforça a forte demanda internacional pela pluma brasileira.

China projeta queda na produção e aumento das importações

No cenário global, o mercado acompanha as projeções para a produção chinesa, divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo relatório do órgão, a produção de algodão da China deve atingir 7,2 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda em relação às 7,54 milhões de toneladas do ciclo anterior.

A área colhida também deve recuar, passando de 3,05 milhões para 2,97 milhões de hectares.

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Por outro lado:

  • o consumo interno deve crescer para 8,4 milhões de toneladas
  • as importações devem subir para 1,5 milhão de toneladas
  • os estoques finais devem alcançar 8,842 milhões de toneladas

O cenário indica maior dependência do mercado externo, o que pode sustentar a demanda global.

Mercado segue firme, mas com liquidez limitada

A combinação entre demanda ativa, exportações aquecidas e incertezas globais mantém o mercado do algodão com viés firme. No entanto, a baixa disposição para fechar negócios ainda limita o volume negociado no curto prazo.

A tendência é de manutenção da cautela por parte da indústria, enquanto tradings seguem focadas em oportunidades estratégicas no mercado futuro.

O mercado brasileiro de algodão vive um momento de sustentação de preços, apoiado pela demanda externa e por fundamentos globais positivos. Apesar disso, a baixa liquidez nas negociações indica um ambiente de cautela, com agentes aguardando melhores definições de mercado para ampliar o volume de negócios.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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