Agronegócio

Mercado de algodão registra estabilidade de preços enquanto cenário macroeconômico sinaliza possíveis cortes de juros

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Preços do algodão em pluma permanecem estáveis no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de algodão em pluma segue com preços estáveis, sem variações significativas nos últimos dias, refletindo um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda no setor. De acordo com especialistas, a postura firme de parte dos vendedores — especialmente para lotes de qualidade superior —, e o ritmo moderado da demanda interna continuam influenciando as cotações de maneira neutra, sem gerar tendência de alta ou queda acentuada para o produto no mercado físico.

Pesquisadores do Cepea observaram que o recesso de carnaval também contribuiu para a menor liquidez nas negociações, já que parte dos agentes optou por adiar transações por questões logísticas nesse período. A movimentação mais lenta limita o número de acordos fechados e reforça a estabilidade de preços.

Expectativa de safra 2025/26 e fatores de produção no campo

No campo, os cotonicultores avançam nas últimas etapas da semeadura da safra 2025/26. Segundo dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de algodão deve alcançar cerca de 3,8 milhões de toneladas, o que representa queda de 6,7% em relação à temporada anterior, mas ainda coloca a colheita entre as maiores já registradas historicamente no país.

Essa projeção incorpora uma redução de 3,2% na área cultivada — estimada em aproximadamente 2,018 milhões de hectares — e uma queda de 3,6% na produtividade média, estimada em 1.884 quilos por hectare, em comparação com a temporada anterior.

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Liquidez do mercado e comportamento dos agentes econômicos

A liquidez no mercado spot permanece contida, com poucos negócios efetivados no curto prazo. Segundo o Cepea, isso se deve tanto à postura cautelosa de compradores quanto à disponibilidade moderada de vendedores, que, diante de um ambiente de preços estáveis e sem grandes estímulos, preferem manter posições de espera por melhor sinalização de mercado.

Analistas destacam que a performance das vendas de manufaturados têxteis também tem sido monitorada com atenção pelas empresas, já que, em muitos casos, esses resultados estão abaixo das expectativas, o que pode influenciar a dinâmica de novas compras de matéria-prima.

Cenário econômico brasileiro e sinalização do Banco Central

No contexto macroeconômico, o Banco Central do Brasil manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nível que representa o mais alto em quase duas décadas e foi mantido para assegurar a convergência da inflação para a meta estabelecida.

Embora os juros tenham sido mantidos, o Copom indicou potencial início de redução da Selic na próxima reunião, prevista para março, caso os dados de inflação e outros indicadores permaneçam alinhados com as expectativas das autoridades monetárias. Essa sinalização foi destacada no comunicado oficial do Banco Central e reflete a intenção de iniciar um ciclo de afrouxamento da política monetária em 2026.

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Paralelamente, projeções econômicas recentes mostram que a inflação projetada para 2026 tem sido revisada levemente para baixo, com estimativas de mercado hoje em torno de 3,95%, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta oficial. Esses números reforçam a possibilidade de cortes graduais na taxa de juros ao longo do ano.

Perspectivas para os produtores e o mercado de algodão

Em meio a esse cenário de preços estáveis e expectativas de política monetária menos restritiva no curto prazo, o setor algodoeiro segue atento aos movimentos de mercado internacional e doméstico. A estabilidade atual dos preços favorece planejamento das ações de plantio e comercialização, mas a liquidez contida pode limitar a velocidade de transações no mercado físico.

Ainda assim, a combinação de uma safra volumosa — mesmo que menor que a anterior — e a continuidade da trajetória de equilíbrio entre oferta e demanda sinaliza um ambiente estável para produtores e agentes do agronegócio brasileiro no segmento de algodão em pluma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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