Agronegócio

Mercado de milho registra ajustes regionais no Brasil e leve pressão nas bolsas com revisão global da safra pelo USDA

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O mercado de milho no Brasil continua com baixa movimentação e negociações limitadas. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços seguem pressionados pela falta de consenso entre produtores e indústrias, o que tem mantido o ritmo lento nas principais praças.

  • Rio Grande do Sul: referências entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual em R$ 62,68 (+0,80%). A consultoria aponta falta de estímulos que sustentem alta no mercado spot.
  • Santa Catarina: cenário travado, com produtores pedindo R$ 80,00/saca e indústrias ofertando R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, negócios pontuais entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca.
  • Paraná: produtores buscam R$ 75,00/saca, mas indústrias mantêm interesse em R$ 70,00/saca CIF, mantendo o impasse nas negociações.
  • Mato Grosso do Sul: movimentação limitada, com valores entre R$ 52,00 e R$ 56,00/saca. Maracaju apresenta cotações mais altas, enquanto Chapadão do Sul se destaca com leve avanço.

Segundo a TF, o mercado interno permanece cauteloso, com produtores concentrados no plantio da nova safra e atentos ao comportamento climático, o que adiciona um prêmio de risco à safrinha de 2026.

Preços do milho recuam na B3 e em Chicago

Na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3), os preços futuros do milho iniciaram a quarta-feira (10) em queda. As principais cotações variavam entre R$ 71,11 e R$ 76,37 por volta das 10h07 (horário de Brasília).

  • Janeiro/26: R$ 73,94 (-0,84%)
  • Março/26: R$ 76,37 (-0,61%)
  • Maio/26: R$ 75,50 (-0,51%)
  • Julho/26: R$ 71,11 (+0,15%)
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No mercado internacional, os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) também recuaram.

  • Dezembro/25: US$ 4,40 (-0,75 ponto)
  • Março/26: US$ 4,46 (-1,75 ponto)
  • Maio/26: US$ 4,54 (-1,25 ponto)
  • Julho/26: US$ 4,60 (-1 ponto)

Segundo o portal Successful Farming, a pressão veio após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevar sua estimativa de produção global de soja e diante das preocupações com o ritmo de compras da China.

USDA reduz oferta global de milho e ajusta projeções de exportação dos EUA

O relatório de dezembro do USDA trouxe mudanças relevantes para a safra 2025/26. O órgão revisou para cima as exportações de milho dos Estados Unidos, que devem atingir 3,2 bilhões de bushels, refletindo forte demanda externa e interna, especialmente pelo setor de etanol.

Com isso, os estoques finais caíram 3,17 milhões de toneladas, chegando a 50,84 milhões, enquanto o preço médio pago aos produtores permaneceu em US$ 4,00 por bushel.

No cenário global, a produção de grãos grossos foi revisada para 1,576 bilhão de toneladas. O USDA reduziu a oferta de milho em Ucrânia, Canadá, Nigéria, Indonésia e Senegal, mas registrou aumento na União Europeia, Rússia e Zimbábue.

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A queda mais expressiva ocorreu na Ucrânia, afetada por excesso de chuvas durante a colheita. Já na UE, países como Espanha, Hungria, Romênia e Polônia apresentaram recuperação. No Canadá, novos dados oficiais indicaram cortes adicionais.

Os estoques globais de milho foram estimados em 279,2 milhões de toneladas, 2,2 milhões abaixo da projeção anterior. O relatório ainda apontou que, apesar da redução de oferta, a demanda internacional segue firme, sustentando os preços nas bolsas.

Bolsas registram movimento misto e mercado mantém sustentação

Na terça-feira (9), o mercado de milho apresentou avanços pontuais na B3, impulsionado pela alta do dólar e pela valorização em Chicago após a divulgação do relatório do USDA.

  • Janeiro/26 fechou a R$ 74,47 (leve baixa diária, queda semanal)
  • Março/26 encerrou a R$ 76,72 (alta diária, mas perda na semana)
  • Maio/26 terminou a R$ 75,83 (valorização no dia, mas ajuste semanal negativo)

Nos portos, os preços se mantêm firmes diante da oferta ajustada, enquanto produtores seguem segurando vendas à espera de novas valorizações. O comportamento climático e o ritmo de plantio ainda são fatores determinantes para as próximas movimentações de preços no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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