Agronegócio

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez baixa no Brasil

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações lentas e preços relativamente estáveis, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de fatores internos e externos ainda indefinidos. A oferta restrita, o desempenho fraco da demanda por derivados e entraves logísticos limitaram o avanço dos negócios.

Preços firmes sustentados pela oferta restrita

No mercado físico, os preços do trigo se mantiveram estáveis, sustentados principalmente pela escassez de oferta e não por um aumento do consumo.

No Rio Grande do Sul, os negócios ocorreram em torno de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidos entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada encontraram resistência dos moinhos.

Segundo Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, “essa diferença reflete principalmente as dificuldades no escoamento de derivados e margens comprimidas da indústria, mantendo o mercado lento e bastante seletivo”.

Logística segue limitando o fluxo de comercialização

No Paraná, as negociações também foram restritas, com forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões em meio ao pico de escoamento de soja e milho e entraves operacionais reduziram o ritmo de vendas.

“Os custos logísticos continuam sendo um fator relevante, impactando diretamente o fluxo de comercialização do trigo”, destacou Bento.

Demanda enfraquecida mantém margens comprimidas

A baixa demanda por farinha de trigo pressiona as margens da indústria, que prioriza a gestão de estoques. Além disso, a menor urgência de venda por parte dos produtores reduz a pressão vendedora.

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O resultado é um mercado tecnicamente firme, porém com liquidez limitada.

Perspectivas para a próxima semana

Para a próxima semana, a expectativa é de continuidade de negociações pontuais e seletivas. Fatores como a evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é a manutenção de um mercado de ritmo moderado e seletivo”, reforça Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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