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Mercado do Café Inicia Semana com Forte Volatilidade Diante de Incertezas Climáticas e Geopolíticas

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Os preços do café começaram a semana com forte volatilidade nas principais bolsas internacionais. Nesta segunda-feira (26), os contratos futuros seguiram em direções opostas entre Nova York e Londres, refletindo um cenário de oferta limitada, clima irregular e tensões geopolíticas que afetam diretamente o mercado global da commodity.

Clima no Brasil e cenário político global ampliam incertezas

De acordo com relatório do Itaú BBA, o comportamento do clima nas principais regiões produtoras brasileiras seguirá como fator determinante para a formação dos preços nas próximas semanas.

O período atual é considerado decisivo para o processo de granação, etapa essencial para a qualidade dos grãos e definição da produtividade.

O banco destaca ainda que o ambiente geopolítico turbulento adiciona volatilidade ao mercado. Tensões recentes nas relações entre Estados Unidos e Colômbia, além de especulações sobre possíveis impactos diplomáticos envolvendo o Brasil, têm alimentado incertezas sobre o comércio internacional do café.

Exportações brasileiras recuam e pressionam as cotações

Dados do Barchart apontam que a queda nas exportações brasileiras tem contribuído para o movimento de pressão nos preços.

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Segundo o Cecafé, em dezembro de 2025, o Brasil exportou 2,86 milhões de sacas de café verde, volume 18,4% menor em relação ao mesmo período do ano anterior.

  • Café arábica: embarques recuaram cerca de 10%, totalizando 2,6 milhões de sacas;
  • Café robusta (conilon): queda ainda mais acentuada, de 61%, com apenas 222 mil sacas enviadas ao exterior.

Essa redução no fluxo de exportações tem limitado a oferta global, provocando ajustes de preços e maior atenção dos investidores sobre a disponibilidade do produto no mercado internacional.

Bolsas operam mistas na manhã desta segunda (26)

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os preços do café apresentavam movimentos mistos:

  • Café arábica – Bolsa de Nova York (CME Group)
    • Março/26: alta de 490 pontos, cotado a 355,80 cents/lbp;
    • Maio/26: avanço de 425 pontos, a 337,70 cents/lbp;
    • Julho/26: valorização de 420 pontos, negociado a 331,25 cents/lbp.
  • Café robusta – Bolsa de Londres (ICE Futures Europe)
    • Janeiro/26: alta de US$ 176, a US$ 4.332/tonelada;
    • Março/26 e Maio/26: leves quedas de US$ 1, cotados a US$ 4.141/tonelada e US$ 4.050/tonelada, respectivamente.
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Esses movimentos refletem um mercado altamente sensível às mudanças climáticas e às perspectivas de oferta, mantendo o padrão de instabilidade que marcou o início de 2026.

Perspectivas: clima e exportações seguirão ditando o rumo dos preços

Especialistas afirmam que, nas próximas semanas, o comportamento dos preços seguirá condicionado a três fatores principais:

  • Condições climáticas nas lavouras brasileiras, especialmente no período de granação;
  • Desempenho das exportações, que têm mostrado retração nos últimos meses;
  • Tensões geopolíticas, que podem influenciar o câmbio e o fluxo comercial global.

Enquanto o mercado busca equilíbrio, analistas reforçam que o cenário de curto prazo tende a permanecer altamente volátil, exigindo atenção redobrada dos produtores e agentes do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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