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Mercados Globais e Bolsa Brasileira Operam com Cautela em Meio a Dados Econômicos e Volatilidade de Tech

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Abertura Desafiadora em Wall Street e Futuros em Queda

Os índices futuros de Wall Street operavam em queda no início desta sexta-feira (27), refletindo o tom mais cauteloso após um dia anterior de fortes recuos em ações de tecnologia — especialmente as ligadas à inteligência artificial. O desempenho mais fraco de empresas como a Nvidia pressionou os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq, sinalizando uma possível continuação da correção nos mercados norte‑americanos.

Os futuros do Dow Jones apresentavam recuo, enquanto os índices S&P 500 e Nasdaq diminuíam sua expressão em meio à cautela dos investidores.

Bolsa Brasileira Mantém Níveis Elevados Apesar de Leve Correção

No Brasil, o Ibovespa registrou um leve recuo no pregão de quinta‑feira, cedendo 0,13% e fechando aos 191.005,02 pontos. O movimento refletiu realização de lucros após uma sequência de altas recentes e o cenário global mais cauteloso.

Mesmo assim, o índice segue em patamares elevados e caminha para encerrar fevereiro com alta acumulada próxima de 5%, em meio à entrada de fluxo estrangeiro no mercado acionário brasileiro, superando benchmarks internacionais.

No mercado de câmbio, o dólar comercial avançou cerca de 0,27%, encerrando cotado perto de R$ 5,13, após cinco sessões seguidas de queda.

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Investidores de Olho na Inflação e Dados Locais

Um dos principais focos do dia no Brasil foi a divulgação do índice de prévia de inflação (IPCA‑15) de fevereiro, que apresentou alta acima do esperado pelo mercado, sinalizando ajustes potenciais nas expectativas de preços no curto prazo.

Bolsas Europeias em Alta e Rota de Recordes

As bolsas europeias mostraram desempenho positivo ao longo da manhã, impulsionadas por resultados corporativos melhores do que o esperado e dados econômicos que reforçam a resiliência da região. O índice STOXX Europe 600 avançou cerca de 0,3%, aproximando‑se de recordes e sinalizando uma possível oitava alta mensal consecutiva — algo que não ocorria desde 2013.

Os principais índices como FTSE 100 e DAX também registraram ganhos, mesmo com preocupações persistentes sobre tarifas internacionais e inovações tecnológicas que continuam a desafiar a estabilidade dos ativos de risco.

Mercados Asiáticos Fecham Semana com Desempenho Disperso

Na Ásia, os mercados fecharam de forma mista. Na China, o Shanghai Composite subiu cerca de 0,4%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen — recuou levemente, refletindo um equilíbrio entre otimismo pós‑feriado e cautela com setores específicos. Hong Kong registrou um avanço de cerca de 1% no Hang Seng, beneficiado pela recomposição de posições após o feriado do Ano Novo Lunar.

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No Japão, o Nikkei 225 alcançou cerca de 58.800 pontos, com leve alta, enquanto na Coreia do Sul o Kospi recuou em meio à realização de lucros.

Dados recentes também mostram que o índice MSCI Asia Pacific está prestes a registrar o melhor desempenho de fevereiro da sua história, superando os mercados dos Estados Unidos e Europa em termos de valorização mensal, impulsionado pela forte demanda por ações ligadas à infraestrutura de inteligência artificial.

Panorama Global: Fluxos de Fundos e Sentimento do Investidor

Apesar de alguns mercados apresentarem ganhos, os fluxos de fundos de ações globais desaceleraram para um dos menores níveis nas últimas cinco semanas. Isso tem sido atribuído a preocupações contínuas com os custos e a competitividade no setor de tecnologia, especialmente após a queda das ações da Nvidia mesmo com resultados sólidos de receita.

O mercado global segue em um ambiente de maior aversão ao risco, com investidores atentos também às negociações entre os Estados Unidos e Irã sobre o acordo nuclear, e às perspectivas de inflação em várias economias desenvolvidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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