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Mercados Globais em Alerta: Commodities em Queda e Volatilidade no Ibovespa Marcam Início de Fevereiro

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Panorama Internacional: Bolsas em Queda e Pressão por Commodities

Os mercados globais iniciaram a semana em clima de aversão ao risco, com as principais bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos operando em queda. A volatilidade foi impulsionada pela forte desvalorização das commodities — especialmente ouro, prata e petróleo — e pelas expectativas de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos após a indicação de Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve (Fed).

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram em torno de 0,3% a 1%, refletindo a cautela dos investidores diante da política monetária americana. Na Europa, o cenário foi misto: o índice FTSE 100, de Londres, registrou leve alta apoiado por setores defensivos, enquanto outros mercados, como o DAX, da Alemanha, também apresentaram ganhos moderados.

Já na Ásia, o movimento foi mais acentuado. As bolsas de Hong Kong e Xangai encerraram o pregão com fortes quedas, impactadas pela turbulência no mercado de metais e pelo desempenho fraco da indústria chinesa. O Hang Seng caiu mais de 2%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas da China, perdeu cerca de 2,1%.

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Commodities Desabam e Aumentam Insegurança

O colapso recente nas commodities acendeu o sinal de alerta entre investidores. O ouro e a prata registraram perdas expressivas, acompanhadas por uma forte desvalorização do petróleo e de metais industriais. Segundo a Reuters, o movimento foi motivado por um processo de “desalavancagem” — quando investidores liquidam posições alavancadas após altas consecutivas — agravado pela percepção de que o novo comando do Fed pode adotar uma postura mais rígida em relação à inflação.

Analistas apontam que a decisão de Warsh é vista como “hawkish” (favorável a juros altos), o que tende a fortalecer o dólar e reduzir o apelo de ativos como ouro e prata. Empresas do setor de mineração na China e em Hong Kong registraram perdas de até 10%, o limite diário permitido, em um movimento que repercutiu em todas as bolsas da região.

Ibovespa Oscila com Apoio de Bancos e Pressão da Petrobras

No Brasil, o Ibovespa iniciou a semana de forma instável, refletindo o humor negativo dos mercados internacionais. Após duas sessões de queda, o índice chegou a ensaiar recuperação apoiado pelas ações da Vale e do Itaú Unibanco, mas voltou a recuar diante da pressão das ações da Petrobras, acompanhando a queda do petróleo no mercado global.

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O principal indicador da B3 operava próximo dos 181 mil pontos, com variações moderadas ao longo do dia. Analistas do mercado destacam que a oscilação reflete tanto o impacto externo quanto o comportamento de setores estratégicos da economia brasileira, que seguem sensíveis às oscilações nas commodities e nas taxas de juros internacionais.

Expectativas e Perspectivas

O sentimento predominante nos mercados é de cautela. A combinação de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos, queda nas commodities e dados econômicos fracos da China aumenta a percepção de risco global. Especialistas avaliam que o movimento recente pode ser uma correção natural após fortes ganhos nos últimos meses, mas alertam para o risco de contágio em mercados emergentes.

No curto prazo, o foco dos investidores está voltado para novos dados econômicos norte-americanos e para o comportamento dos preços das commodities. Caso a pressão sobre o ouro, a prata e o petróleo continue, a volatilidade tende a permanecer elevada — afetando diretamente o desempenho das bolsas e os fluxos de capital para países como o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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