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Mercados globais operam sem direção única com tensão geopolítica e juros nos EUA; Ibovespa recua pressionado por commodities

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Panorama global: volatilidade marca o fim de abril

Os mercados financeiros globais seguem operando com elevada volatilidade neste fim de abril, refletindo um ambiente de incertezas que envolve tensões geopolíticas no Oriente Médio, expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos e resultados corporativos mistos.

Em Nova York, os principais índices acionários encerraram o pregão sem direção única. O Dow Jones recuou 0,57%, o S&P 500 teve leve baixa de 0,04%, enquanto o Nasdaq avançou 0,04%, sustentado pelo desempenho de empresas de tecnologia.

Na Europa, o movimento foi predominantemente negativo, com os índices atingindo os níveis mais baixos em três semanas. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,60%, pressionado por balanços corporativos heterogêneos e pela cautela dos investidores diante das próximas decisões de juros nos Estados Unidos. Entre os principais mercados:

  • Londres (FTSE 100): queda de 1,16%
  • Frankfurt (DAX): baixa de 0,27%
  • Paris (CAC 40): recuo de 0,39%
Ásia tem desempenho misto com suporte da tecnologia

Na Ásia, os mercados apresentaram desempenho misto, com destaque positivo para setores ligados à tecnologia, inteligência artificial e transição energética.

Na China, os índices acumulam ganhos relevantes no mês:

  • Xangai (SSEC): alta de 5,66% em abril
  • CSI300: avanço de 8,03% no período
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O movimento foi impulsionado por empresas de tecnologia, especialmente do segmento de chips e inteligência artificial, após divulgação de resultados corporativos robustos.

Apesar do desempenho positivo no mês, o ambiente segue moderado pela sinalização do governo chinês de manutenção das políticas econômicas atuais, sem novos estímulos de curto prazo.

No fechamento mais recente da região:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 1,1%
  • Hong Kong (Hang Seng): recuo de 1,28%
  • Seul (Kospi): baixa de 1,38%
  • Taiwan (Taiex): queda de 0,96%
  • Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 0,24%
  • Singapura (Straits Times): alta de 0,93%
Ibovespa recua após máximas e acompanha cenário externo

No Brasil, o Ibovespa registrou forte queda no último pregão (29/04), recuando 2,05% e encerrando aos 184.750 pontos, em mais um dia de correção após ter atingido máxima histórica recente em 13 de abril, aos 199.354 pontos.

O movimento reflete principalmente:

  • Queda nos preços internacionais de commodities
  • Desempenho negativo de grandes empresas exportadoras
  • Aumento da aversão ao risco no cenário global

As ações da Vale tiveram papel relevante na queda do índice, pressionando o desempenho geral da bolsa brasileira. O volume financeiro negociado somou R$ 28,9 bilhões, indicando um fluxo significativo de saída no curto prazo.

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Dólar e cenário macroeconômico

No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 4,98, próximo da estabilidade, em meio ao equilíbrio entre fluxo externo e cautela dos investidores.

No radar do mercado permanecem:

  • Decisões de política monetária nos Estados Unidos
  • Evolução das tensões geopolíticas
  • Indicadores de inflação global
Impactos e tendências para o agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, o cenário exige atenção redobrada. A volatilidade das commodities e o comportamento do câmbio impactam diretamente a competitividade das exportações e o planejamento financeiro do produtor.

Ao mesmo tempo, o avanço global da tecnologia, especialmente na Ásia, reforça tendências estruturais importantes para o setor:

  • digitalização das operações no campo
  • uso de inteligência artificial
  • investimentos em energia limpa e eficiência produtiva
Perspectivas

O ambiente de mercado segue marcado por incertezas e ajustes. Enquanto a Ásia encontra suporte no setor tecnológico, os mercados ocidentais enfrentam desafios ligados à inflação, juros e riscos geopolíticos.

No Brasil, o Ibovespa passa por um movimento de realização após fortes altas recentes, com investidores atentos ao comportamento das commodities e às decisões das principais economias globais.

O momento demanda estratégia, diversificação e monitoramento constante dos fatores externos que seguem influenciando diretamente os mercados e o agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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