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Milho Mantém Estabilidade em Janeiro Após Alta em Dezembro, mas Supersafra dos EUA Pressiona Cotações

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Milho Segue Estável no Início de 2026 Após Sequência de Altas

O mercado do milho iniciou o ano com preços estáveis tanto no Brasil quanto no exterior, após quatro meses consecutivos de valorização. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pelo Itaú BBA, as cotações perderam força em janeiro depois das altas registradas em dezembro, quando o cereal foi sustentado pela forte demanda e pelo ritmo mais lento de comercialização interna.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho acumulou alta de 2,2% em dezembro, fechando a US$ 4,40 por bushel, impulsionado pelo forte desempenho das exportações norte-americanas. Já nas duas primeiras semanas de janeiro, as cotações permaneceram praticamente estáveis.

No Brasil, Etanol e Comercialização Lenta Sustentaram os Preços

No mercado brasileiro, os preços também subiram em dezembro. Em Sorriso (MT), uma das principais praças produtoras do país, a cotação avançou 3,7%, chegando a R$ 51,60 por saca.

A demanda firme das usinas de etanol de milho e o ritmo mais lento de vendas por parte dos produtores ajudaram a sustentar os preços internos. No entanto, com o início de janeiro marcado por maior estabilidade, o mercado opera de forma cautelosa, aguardando novos sinais de oferta e demanda.

Chuvas Garantem Boa Recuperação das Lavouras

O relatório destaca que a primeira safra de milho segue com bom desenvolvimento, beneficiada pelo retorno das chuvas em dezembro. As precipitações favoreceram a recuperação de áreas no Centro-Oeste e Sudeste, especialmente em Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Piauí e Bahia.

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No Rio Grande do Sul, a colheita da primeira safra começou com boas perspectivas de produtividade. Ainda assim, o comportamento das chuvas de janeiro será determinante para confirmar o bom potencial produtivo nacional, já que cerca de 50% das lavouras estão em fase reprodutiva.

Supersafra nos EUA Pressiona o Mercado Internacional

Apesar da estabilidade momentânea, o Itaú BBA aponta que o viés para os preços do milho é de baixa no curto prazo. O motivo é a revisão para cima da produção dos Estados Unidos, divulgada no último relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A produção americana foi elevada para 432,4 milhões de toneladas, impulsionada por uma produtividade média recorde de 11,7 t/ha. Com isso, os estoques finais subiram 9,8%, atingindo 56,6 milhões de toneladas — o terceiro maior volume da série histórica.

As exportações dos EUA, por sua vez, foram mantidas em 81,3 milhões de toneladas, indicando que a maior produção deve gerar um excedente de oferta global, aumentando a pressão sobre as cotações internacionais.

Produção Global de Milho Ganha Equilíbrio, Mas Preços Continuam Sobe e Desce

Além dos EUA, o USDA também revisou para cima a produção de milho da China, estimada agora em 301,2 milhões de toneladas. As importações chinesas, porém, foram mantidas em 8 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

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Com o aumento da oferta global, o relatório do Itaú BBA indica um maior equilíbrio entre oferta e demanda, mas com tendência de preços mais pressionados até o início da colheita da safrinha brasileira.

Comercialização da Safrinha 2026 e Fertilizantes

Em relação à segunda safra de milho (safrinha 2026), o ritmo de aquisição de fertilizantes segue dentro da média em Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul, apontando para uma boa perspectiva de plantio nesses estados.

Por outro lado, em Goiás, São Paulo e Minas Gerais, há atraso na compra de insumos, o que torna as decisões de plantio mais incertas. A definição nessas regiões dependerá da janela ideal de cultivo e da regularidade das chuvas nas próximas semanas.

Perspectivas

A Consultoria Agro do Itaú BBA projeta que, no curto prazo, o mercado de milho deve seguir com cotações estáveis, refletindo o equilíbrio entre uma safra promissora no Brasil e a supersafra norte-americana.

No médio prazo, fatores como a demanda por etanol, o câmbio e as condições climáticas continuarão determinando o rumo dos preços no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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