Agronegócio

Milho sobe em Chicago e mercado brasileiro monitora impacto da safrinha e do dólar

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O mercado brasileiro de milho acompanha com atenção a recuperação das cotações na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (10), movimento que pode incentivar novos negócios no país. Apesar do suporte vindo do cenário internacional e da valorização do dólar frente ao real, a expectativa de entrada mais intensa da segunda safra segue limitando um avanço consistente dos preços no mercado doméstico.

Após uma terça-feira de baixa movimentação comercial, agentes do setor permanecem cautelosos diante do aumento da oferta nacional previsto para as próximas semanas. Compradores seguem abastecidos e aguardam a chegada do milho safrinha, enquanto produtores avançam nas vendas, mas ainda demonstram resistência em aceitar preços considerados pouco atrativos.

Chicago reage antes de relatório do USDA

Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago registram alta, impulsionados por um movimento de correção técnica após recentes quedas que levaram as cotações aos menores níveis dos últimos meses.

O contrato com vencimento em julho de 2026 opera em US$ 4,23 por bushel, avanço de 0,83%. O mercado também recebe suporte da valorização do petróleo internacional, reflexo das tensões geopolíticas no Oriente Médio, além do ajuste de posições dos investidores antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

As expectativas do mercado apontam para uma produção norte-americana de 15,991 bilhões de bushels na safra 2026/27, ligeiramente abaixo da projeção divulgada anteriormente. Para os estoques finais da próxima temporada, o consenso indica manutenção em 1,957 bilhão de bushels.

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Dólar fortalece competitividade nos portos

No mercado cambial, o dólar comercial avança para a faixa de R$ 5,19, movimento que contribui para melhorar a competitividade do milho brasileiro destinado à exportação.

Mesmo assim, operadores relatam que as indicações nos portos ainda permanecem limitadas. Em Santos, as negociações giram entre R$ 64,50 e R$ 68,00 por saca. Em Paranaguá, as referências variam de R$ 64,00 a R$ 68,00 por saca.

Mercado físico segue lento com expectativa da safrinha

Segundo analistas do setor, a principal característica do mercado interno continua sendo a baixa liquidez. Consumidores mantêm postura confortável em relação aos estoques e priorizam compras pontuais, aguardando o aumento da disponibilidade do cereal com o avanço da colheita da segunda safra.

Ao mesmo tempo, produtores continuam comercializando volumes de forma gradual, buscando sustentação para os preços em diferentes regiões produtoras.

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros encerraram o pregão anterior com poucas oscilações. O vencimento julho de 2026 fechou em R$ 65,26 por saca, enquanto setembro encerrou em R$ 67,46 e novembro em R$ 70,63.

Rio Grande do Sul mantém mercado firme

No Rio Grande do Sul, o mercado segue relativamente sustentado, mesmo com a colheita praticamente concluída. A liquidez continua reduzida, mas os preços permanecem firmes em diversas regiões.

As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com média estadual próxima de R$ 59,27. A colheita já alcança cerca de 98% da área cultivada, restando principalmente lavouras de agricultores familiares e áreas semeadas mais tardiamente.

Santa Catarina e Paraná enfrentam impasse entre compradores e vendedores

Em Santa Catarina, os negócios seguem limitados pela diferença entre os preços pedidos pelos produtores e os valores ofertados pelos consumidores. Enquanto as indicações permanecem próximas de R$ 65,00 por saca, a demanda trabalha ao redor de R$ 60,00.

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No Paraná, a expectativa de aumento da oferta com a chegada da safrinha continua travando novas negociações. O mercado registra indicações próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto compradores operam em torno de R$ 60,00 CIF.

Centro-Oeste sente pressão da oferta

Em Mato Grosso do Sul, os preços oscilam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca. Embora a demanda do setor de bioenergia ofereça algum suporte ao consumo interno, a combinação de estoques elevados e postura cautelosa dos compradores limita uma recuperação mais expressiva.

No Mato Grosso, principal produtor nacional, as referências em Rondonópolis variam entre R$ 47,00 e R$ 51,00 por saca, refletindo a expectativa de forte entrada da produção da segunda safra.

Cenário internacional e colheita serão determinantes

O mercado do milho entra em uma fase decisiva nas próximas semanas. De um lado, a recuperação das cotações em Chicago, a valorização do dólar e possíveis ajustes nos números do USDA podem trazer suporte aos preços. De outro, o avanço da colheita da safrinha brasileira tende a ampliar a oferta disponível, mantendo pressão sobre o mercado físico.

A combinação desses fatores deverá definir o comportamento dos preços e o ritmo das negociações no segundo semestre, período considerado estratégico para produtores, cooperativas, indústrias consumidoras e exportadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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