Agronegócio

Minas Gerais lança certificação para produtores rurais comprometidos com a regeneração do solo e sustentabilidade no campo

Publicado em

O Governo de Minas Gerais anunciou uma nova certificação voltada a produtores rurais que aplicam práticas sustentáveis e regenerativas no campo. A iniciativa foi lançada nesta quinta-feira (6/11), durante a Semana Internacional do Café (SIC), e integra o Programa Certifica Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

A nova categoria, chamada “Agricultura Regenerativa”, tem como objetivo reconhecer propriedades que adotam técnicas voltadas à restauração dos solos, aumento da biodiversidade e recuperação de ecossistemas produtivos, promovendo a harmonia entre produtividade e conservação ambiental.

Agricultura regenerativa ganha espaço e agrega valor ao café mineiro

De acordo com Luiza de Castro, diretora-geral do IMA, a criação dessa nova categoria representa um marco para o agronegócio mineiro, especialmente para a cafeicultura.

“Ao formalizar práticas conservacionistas, a certificação agrega valor ao café mineiro e oferece um diferencial competitivo nos mercados que priorizam produtos ambientalmente responsáveis”, destacou.

Desde sua criação, em 2018, o Certifica Minas já atestou mais de 9,6 mil propriedades rurais em todo o estado, abrangendo 15 categorias distintas. O programa é integrado à plataforma SeloVerde MG, reforçando o compromisso de Minas Gerais com a transparência, sustentabilidade e rastreabilidade da produção agropecuária.

Leia Também:  Colheita de trigo no RS se aproxima do fim com produtividade estável, mas baixa rentabilidade preocupa produtores
Benefícios para produtores e consumidores

A certificação em Agricultura Regenerativa traz vantagens diretas tanto para quem produz quanto para quem consome.

Para os produtores, significa maior visibilidade no mercado, acesso a nichos consumidores mais exigentes e valorização de produtos com origem comprovadamente sustentável. Já para os consumidores, representa confiança e transparência, com a garantia de que o produto respeita o meio ambiente e contribui para sua regeneração.

Segundo Maíra Ferman, coordenadora da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, a certificação promove sistemas agrícolas mais eficientes e equilibrados:

“Ela estimula o manejo integrado do solo, da água e da biodiversidade, reduzindo custos com insumos e fortalecendo a imagem dos produtos mineiros”, explicou.

Certificação acompanha tendências globais de sustentabilidade

A nova certificação mineira também está alinhada às tendências internacionais de consumo e produção sustentável. A agricultura regenerativa vem sendo amplamente reconhecida como uma estratégia essencial no enfrentamento das mudanças climáticas, ao promover sistemas agrícolas mais resilientes e de baixo impacto ambiental.

Para Maíra, Minas reafirma seu papel de liderança nesse movimento:

“Com a inclusão da categoria de Agricultura Regenerativa, o estado se consolida como pioneiro na construção de um agronegócio mais verde, competitivo e responsável”, destacou.

Como obter o selo “Certifica Minas”

Os produtores interessados em obter o Certificado de Agricultura Regenerativa deverão protocolar um requerimento junto ao IMA, acompanhado de toda a documentação de posse da terra e identificação pessoal.

Leia Também:  CNA pede investigação contra boicote francês à carne do Brasil

A concessão do selo levará em conta critérios como:

  • Uso racional da água e conservação do solo;
  • Boas práticas trabalhistas e respeito à legislação;
  • Qualidade e rastreabilidade da produção;
  • Gestão eficiente da propriedade, com registros e planejamento das atividades.

Antes da auditoria, o produtor poderá solicitar assistência técnica da Emater-MG, que oferecerá apoio para adequar a propriedade às exigências do programa.

As normas completas e o formulário de inscrição estarão disponíveis no site do IMA a partir de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

Published

on

O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

Leia Também:  Visita técnica ao pomar LM Parceria Rural será destaque do 2º Enapecan em Cachoeira do Sul

 

Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA