Agronegócio

Nanopartículas biogênicas surgem como alternativa sustentável a fertilizantes e pesticidas químicos

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A busca por soluções mais sustentáveis na agricultura ganha força diante do desafio global de ampliar a produção de alimentos para uma população estimada em 9,7 bilhões de pessoas até 2050. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de reduzir os impactos ambientais associados ao uso intensivo de fertilizantes e pesticidas químicos, frequentemente ligados à degradação do solo, contaminação da água e resistência de patógenos.

Nesse cenário, a nanotecnologia desponta como uma alternativa estratégica para transformar os sistemas produtivos. Um estudo recente apresenta o uso de nanopartículas biogênicas, produzidas por bactérias, como uma solução inovadora para aumentar a eficiência agrícola com menor impacto ambiental.

Nanotecnologia aplicada à agricultura sustentável

A pesquisa, publicada na revista científica Frontiers in Microbiology, foi conduzida pelas cientistas brasileiras Natalia Bilesky-Jose e Renata Lima, ligada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

O estudo propõe o uso de nanopartículas biogênicas como ferramentas multifuncionais no campo, capazes de atuar tanto na nutrição vegetal quanto no controle de pragas e doenças.

Produção mais limpa e eficiente com uso de bactérias

Diferentemente das nanopartículas produzidas por métodos físico-químicos convencionais — que demandam altas temperaturas, elevado consumo energético e substâncias tóxicas —, as nanopartículas biogênicas são sintetizadas por bactérias em condições naturais e mais brandas.

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Esse processo ocorre por meio de mecanismos metabólicos, nos quais microrganismos reduzem íons metálicos e formam partículas com tamanho, forma e estabilidade controlados. Além disso, essas nanopartículas são naturalmente revestidas por biomoléculas, o que aumenta sua compatibilidade com o ambiente agrícola e favorece sua biodegradabilidade.

Aplicações no campo: proteção e nutrição das plantas

As nanopartículas biogênicas apresentam potencial para desempenhar múltiplas funções na agricultura.

Por um lado, atuam como agentes fitossanitários, com ação antimicrobiana contra bactérias, fungos e vírus que afetam as lavouras. Por outro, funcionam como sistemas de liberação controlada de nutrientes, permitindo maior eficiência na absorção pelas plantas e reduzindo perdas comuns em fertilizantes tradicionais, como lixiviação e volatilização.

Interação com o microbioma do solo amplia benefícios

Um dos aspectos mais inovadores destacados pelo estudo é a capacidade dessas nanopartículas de interagir com o microbioma do solo.

Ao influenciar seletivamente microrganismos benéficos, elas podem estimular o crescimento das plantas, aumentar a resistência a estresses ambientais e contribuir para o equilíbrio do ecossistema agrícola. Esse efeito amplia o potencial da tecnologia para além do uso convencional de insumos.

Modelo integrado propõe nova abordagem produtiva

As pesquisadoras defendem que o maior potencial da tecnologia está na integração entre nanopartículas, plantas e microrganismos. Esse conceito, denominado “BNP–Planta–Microbioma”, propõe um modelo sinérgico, no qual os diferentes elementos atuam de forma conjunta para maximizar a produtividade e a sustentabilidade.

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A abordagem representa uma mudança de paradigma na forma como fertilizantes e defensivos são desenvolvidos e aplicados na agricultura moderna.

Desafios para adoção em larga escala

Apesar dos avanços, ainda existem obstáculos para a implementação dessa tecnologia em larga escala. Entre os principais desafios estão a padronização dos processos de produção, a avaliação dos impactos ambientais no longo prazo e a criação de marcos regulatórios específicos.

Por outro lado, o estudo destaca que a infraestrutura já existente na indústria de fermentação microbiana pode facilitar a transição do laboratório para a produção industrial.

Caminhos para uma agricultura mais sustentável

Ao integrar microbiologia, nanotecnologia e princípios de economia circular — incluindo o uso de resíduos agroindustriais como matéria-prima —, a pesquisa aponta soluções concretas para tornar a agricultura mais eficiente, resiliente e alinhada às exigências ambientais do século XXI.

A adoção de nanopartículas biogênicas pode representar um avanço significativo na redução da dependência de insumos químicos tradicionais, contribuindo para um modelo produtivo mais sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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