Agronegócio

Oferta global robusta pesa sobre o açúcar em Nova York, enquanto Londres registra alta semanal

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Na quinta-feira (13), os mercados internacionais de açúcar se moveram em direções distintas: enquanto os contratos da commodity em ICE Futures U.S. (Nova York) recuaram, os contratos de açúcar branco negociados na ICE Futures Europe (Londres) fecharam em alta, anotando o melhor desempenho semanal.

Nova York registra queda em meio ao excesso de oferta

Na ICE de Nova York, o açúcar bruto para março/26 fechou cotado a 14,44 cts/lb, uma queda de 0,08 cts em relação ao pregão anterior. O contrato maio/26 recuou para 13,99 cts/lb (-0,08), o de julho/26 caiu 0,07 cts e o de outubro/26 registrou recuo de 0,08 cts. A baixa é atribuída à perspectiva de uma oferta global robusta da commodity.

Analistas destacam que a projeção de superávit global para 2025/26 foi elevada pela empresa de trading Czarnikow para 8,7 milhões de toneladas, ante estimativa de setembro de 7,5 milhões. Essa revisão exerce pressão baixista sobre os preços. Além disso, a expectativa de produção recorde no Brasil agrava a situação. Segundo a Conab, a estimativa para a safra 2025/26 foi elevada a 45 milhões de toneladas, ante 44,5 milhões anteriores; já a consultoria Datagro projeta que a safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro possa atingir 44 milhões de toneladas (+3,9% sobre o ano anterior).

Londres com alta impulsionada por cobertura e vencimento de contratos

Em Londres, o contrato de açúcar branco para dezembro/25 fechou em US$ 422,30 por tonelada, alta de 450 pontos (+1,1%). Apesar de outros vencimentos apresentarem recuo entre 0,4% e 0,8%, esse movimento positivo reflete a cobertura de posições vendidas por parte de fundos, especialmente com o vencimento do contrato de dezembro se aproximando.

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Situação no Mercado Interno Brasileiro
  • Açúcar cristal registra ligeira queda
    • No mercado doméstico, segundo o indicador Cepea/Esalq-USP, a saca de 50 kg negociada pelas usinas foi cotada em R$ 107,06, contra R$ 107,14 no dia anterior — desvalorização de 0,07%.
  • Etanol hidratado em movimento ascendente
    • Já o etanol hidratado registrou alta, segundo o indicador diário de Paulínia: o metro cúbico negociado pelas usinas foi cotado a R$ 2.914,00, ante R$ 2.905,00 no dia anterior — um leve avanço no mercado de biocombustível.
Reação nos Preços nesta Sexta‐feira (14) e Cenário para Frente

Nesta sexta (14), os mercados de açúcar operavam em terreno positivo após o momento de pressão. Em Nova York, o contrato março/26 estava cotado a 14,69 cts/lb (+1,73%), o maio/26 a 14,24 cts (+1,79%) e o julho/26 a 14,16 cts (+1,72%). Em Londres, o contrato dezembro/25 subia para US$ 425,30/tonelada (+0,71%).

Apesar da recuperação técnica, os fundamentos permanecem desafiadores, devido à oferta global robusta. Na segunda‐feira, Londres chegou a sua mínima de 4,75 anos para o vencimento mais próximo; em Nova York, na quinta anterior, o contrato mais próximo alcançou o menor nível em 5 anos, impulsionado pelo aumento da produção no Brasil e pelas discussões sobre excedente mundial.

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Algumas das razões têm sido: cobertura de posições vendidas (short covering) nos mercados de futuros, expectativas de que a Índia poderá exportar menos açúcar do que o estimado originalmente — o que temporariamente sustentou os preços — e, ainda assim, o excesso de oferta permanece como fator restritivo.

Considerações Finais e Perspectivas

O cenário para a commodity açúcar segue marcado por oferta elevada — especialmente advinda de grandes produtores como o Brasil, a Índia e a Tailândia — e por demanda que, embora estável, não cresce na mesma proporção. Assim, mesmo com reações pontuais nos mercados de futuros, a pressão de curto e médio prazo para os preços continua presente.

Para os agentes nacionais, recomenda‐se atenção à evolução das estimativas de safra e exportação dos principais países produtores, bem como aos indicadores domésticos de consumo e de biocombustíveis (etanol), dado que esses fatores podem afetar os custos e o posicionamento competitivo do açúcar brasileiro no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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