Agronegócio

Poder de compra do avicultor de ovos cai ao menor nível do ano frente ao milho

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Levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontam queda no poder de compra do avicultor de postura paulista frente aos principais insumos em novembro de 2025. Apesar da redução nos últimos meses, a relação de troca anual ainda mostra resultados positivos para os produtores.

Queda do poder de compra frente ao milho e farelo de soja

Segundo o Cepea, o poder de compra do avicultor frente ao milho registrou redução pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o menor patamar do ano quando considerado em valores reais, deflacionados pelo IGP-DI de outubro/25.

No caso do farelo de soja, a redução vem ocorrendo há cinco meses consecutivos, alcançando em novembro o nível mais baixo desde fevereiro de 2025, também em termos reais.

Relação de troca anual ainda positiva

Apesar da retração recente, no comparativo anual, os produtores de ovos continuam com uma relação de troca favorável:

  • Até 20% de ganho frente ao farelo de soja;
  • Até 11% de ganho frente ao milho.
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Essa diferença mostra que, mesmo com a pressão sobre os preços dos insumos, a atividade ainda mantém rentabilidade quando comparada ao ano anterior.

Oferta elevada pressiona preços dos ovos

Pesquisadores do Cepea destacam que a maior oferta de ovos no mercado interno em novembro contribuiu para a queda das cotações. Em Bastos (SP):

  • Ovo branco tipo extra: preço médio FOB de R$ 131,48 por caixa com 30 dúzias, queda de 6% em relação a outubro;
  • Ovo vermelho: preço médio de R$ 144,98 por caixa, retração de 5,9% no período.

A análise indica que, embora o poder de compra frente aos insumos tenha diminuído, o setor de postura mantém uma performance positiva em termos de rentabilidade anual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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