Agronegócio

Preço da mandioca tem maior alta semanal em cinco meses com oferta limitada e demanda aquecida

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Alta expressiva impulsiona o mercado da mandioca no fim de fevereiro

Os preços da mandioca registraram forte valorização na última semana de fevereiro, alcançando a maior alta semanal desde setembro de 2025. O avanço reflete um cenário de oferta restrita e demanda industrial em crescimento, de acordo com pesquisadores do Cepea.

Produtores adiam colheita diante da baixa produtividade

A menor produtividade das lavouras e o reduzido rendimento de amido têm levado muitos produtores a postergar a colheita. Apesar do aumento nas cotações, a rentabilidade atual ainda não é considerada suficientemente atrativa para compensar os custos e os desafios enfrentados no campo. Esse comportamento reduz o volume disponível no mercado e contribui para a escalada dos preços.

Demanda industrial e reposição de estoques fortalecem a valorização

No segmento industrial, o ritmo de compra se manteve firme, especialmente entre as indústrias de fécula, que intensificaram a reposição de estoques no fim de fevereiro. A movimentação mais intensa na ponta compradora coincidiu com uma produção aquém das expectativas, o que reforçou a tendência de alta nas cotações tanto da raiz quanto de seus derivados.

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Perspectivas para o setor

Com o avanço do mês de março, o mercado deve seguir atento ao equilíbrio entre oferta e demanda. Caso a produção continue limitada, novos reajustes de preço podem ocorrer, principalmente se a procura industrial permanecer aquecida. A decisão dos produtores em relação à colheita será determinante para o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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