Agronegócio

Preço do leite sobe no Paraná e muçarela registra alta de quase 5% no varejo

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Os preços do leite e dos derivados voltaram a subir no Paraná em maio, refletindo o cenário de menor oferta da matéria-prima para a indústria de laticínios. O movimento de valorização já impacta tanto o campo quanto o varejo, segundo dados do Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

De acordo com o levantamento, o leite longa vida apresentou alta de 0,77% nos supermercados paranaenses e atingiu preço médio estadual de R$ 5,35 por litro.

A elevação mais expressiva foi registrada no queijo muçarela, que subiu 4,81% no período e passou a ser comercializado, em média, a R$ 54,42 o quilo.

Menor oferta de leite pressiona indústria e mercado

Segundo o Deral, o aumento nos preços ao consumidor acompanha a valorização do leite pago aos produtores rurais nos últimos meses. O principal fator é a redução na captação do produto pelas indústrias de laticínios, cenário que tem pressionado toda a cadeia produtiva.

Para manter o abastecimento e garantir estabilidade na oferta, os laticínios vêm elevando os pagamentos aos pecuaristas, intensificando a disputa pela matéria-prima no Estado.

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Valor pago ao produtor acumula alta no Paraná

No campo, a valorização do leite segue em trajetória positiva. A pesquisa semanal de preços recebidos pelos produtores apontou avanço de 1,61% no leite cru em relação à semana anterior.

O valor pago ao produtor passou de R$ 2,63 para R$ 2,68 por litro.

Na comparação com a média registrada em abril, os produtores paranaenses recebem atualmente cerca de 13% a mais pelo litro entregue às indústrias, demonstrando fortalecimento do mercado leiteiro no Estado.

Mercado acompanha cenário de oferta mais restrita

O boletim destaca que a menor disponibilidade de leite no Paraná tem sido determinante para o reajuste dos preços ao longo da cadeia, desde a produção até as gôndolas dos supermercados.

Além de pressionar os custos da indústria, o cenário reforça a tendência de manutenção dos preços em patamares elevados no curto prazo, especialmente para derivados com maior demanda no consumo interno, como leite longa vida e queijo muçarela.

A movimentação do mercado ocorre em um período estratégico para o setor lácteo brasileiro, que acompanha de perto o comportamento da produção nacional, os custos de alimentação animal e o consumo das famílias.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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