Agronegócio

Preços do suíno permanecem estáveis em novembro e exportações recuam, mas cenário segue favorável ao setor

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Estabilidade marca o mercado do suíno vivo em novembro

Os preços do suíno vivo se mantiveram estáveis em novembro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Em todas as principais praças acompanhadas, o equilíbrio entre oferta e demanda resultou em poucas variações de preço.

Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo foi negociado entre R$ 8,71 e R$ 8,86 por quilo, com média mensal de R$ 8,79/kg, praticamente igual à de outubro. O mesmo patamar foi observado em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde os valores seguem na casa dos R$ 8/kg desde setembro.

Oferta equilibrada mantém preços e garante rentabilidade

O Cepea indica que o atual cenário de estabilidade nos preços está diretamente ligado ao equilíbrio entre a oferta de animais para abate e a demanda das indústrias frigoríficas. O resultado tem permitido rentabilidade positiva ao produtor e estabilidade na demanda final.

Mesmo com a alta dos principais insumos — milho e farelo de soja, que subiram 3,4% e 5,6%, respectivamente —, os custos de produção seguem abaixo da média de 2025, sem exercer pressão significativa sobre o suinocultor.

Carne suína registra leve valorização no atacado

No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça suína especial apresentou valorização de 0,7% em novembro, atingindo média de R$ 12,63/kg.

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Enquanto a demanda doméstica se mantém estável, o mercado externo continua aquecido, contribuindo para sustentar os preços no atacado.

Exportações caem em novembro, mas acumulado anual supera 2024

As exportações brasileiras de carne suína recuaram 26,3% entre outubro e novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) — a maior queda mensal desde 2015. Em novembro, o país embarcou 105,2 mil toneladas, o menor volume desde janeiro.

Mesmo assim, o acumulado de 2025 (até novembro) soma 1,35 milhão de toneladas exportadas, superando o total de 2024 (1,33 milhão). Em receita, as vendas já ultrapassam R$ 3,27 bilhões, frente a R$ 3,01 bilhões no ano anterior.

Principais destinos e impacto da PSA na Espanha

As Filipinas seguem como o principal destino da carne suína brasileira, com 28,1 mil toneladas em novembro e mais de 350 mil toneladas no acumulado do ano. Na sequência aparecem China (149 mil toneladas) e Chile (109,1 mil toneladas), este último com quatro meses consecutivos de aumento nas compras.

O Cepea destaca ainda que o surto de Peste Suína Africana (PSA) na Espanha — maior produtora da União Europeia — provocou suspensão de exportações para países como México, Japão e China. A interrupção cria oportunidades para o Brasil, que pode ampliar sua presença nesses mercados.

Custos e poder de compra do produtor

Em novembro, o poder de compra do suinocultor paulista caiu frente ao farelo de soja e ao milho, reflexo da valorização dos insumos.

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Com o preço médio de R$ 8,79/kg para o suíno vivo e o farelo a R$ 1.729,21/tonelada, o produtor conseguiu adquirir 5,08 kg de farelo por kg de suíno vendido, contra 5,37 kg em outubro.

No caso do milho, o indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou média de R$ 67,54/saca, alta de 3,4% sobre o mês anterior, reduzindo o poder de compra para 7,84 kg de milho por kg de suíno — o menor patamar do segundo semestre.

Carne suína ganha competitividade frente à bovina

A diferença de preços entre a carcaça suína especial e a bovina no atacado paulista aumentou de R$ 9,10/kg para R$ 10,00/kg em novembro, alta de 9,8%.

Com isso, a proteína suína se torna mais competitiva, acumulando média anual de R$ 9,47/kg de diferencial, a maior desde 2022.

Já em relação ao frango, a diferença subiu 5,9%, alcançando R$ 4,82/kg, indicando leve perda de competitividade da carne suína frente à avícola.

Resumo do mercado
  • Preço médio nacional do suíno vivo: R$ 8,40–8,80/kg
  • Carcaça especial: R$ 12,63/kg
  • Exportações: queda mensal de 26,3%, mas acumulado anual positivo
  • Insumos em alta, porém com custos ainda controlados
  • Carne suína mantém boa competitividade frente à bovina

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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