Agronegócio

Presunto pata negra, bacalhau e outros itens proibidos são apreendidos em cruzeiro

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Produtos de interesse agropecuário foram apreendidos no Porto de Santos (SP) pela equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Presunto pata negra, bacalhau, diversos embutidos suínos, frutas frescas, castanhas, mel e outros itens tiveram a entrada no país barrada por servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O total apreendido chegou a 43,78 quilos.

De acordo com o Vigiagro, cerca de 3 mil passageiros desembarcaram do Costa Favolosa, que chegou da Itália no dia 23, mas passou antes pela Espanha e Portugal. Na última sexta, a Espanha confirmou casos de peste suína africana (PSA), depois de 30 anos sem registros. Não há cura ou tratamento para a doença e o vírus é muito persistente.

De acordo com a Embrapa, o vírus pode permanecer infeccioso por 11 dias nas fezes, por meses na medula óssea, por 15 semanas na carne refrigerada e congelada, e entre 3 e 6 meses em presuntos e embutidos curados não cozidos ou defumados.

A PSA é altamente contagiosa e afeta suínos domésticos e selvagens. A doença não representa risco à saúde humana, mas pode causar graves perdas econômicas para a indústria suína. O Brasil é um dos principais exportadores de carne suína do mundo e a defesa agropecuária do país está atenta para não permitir que a doença se instale por aqui.

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Produtos de origem animal e vegetal não podem entrar no país sem autorização do Mapa pelo risco descrito acima. No caso do navio, houve até uma passageira que tentou desembarcar com material de propagação, como estacas, um bulbo e uma mudinha, o que é proibido por lei.

No final de outubro, a equipe do Vigiagro já havia fiscalizado passageiros que desembarcaram do Costa Preziosa e também encontrou produtos de risco com passageiros. Todo o material apreendido é incinerado para evitar contaminação.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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