Agronegócio

Safra de soja no Brasil: contrastes regionais impactam produção e preços

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A safra de soja 2025/26 no Brasil apresenta cenários bastante distintos entre os principais estados produtores. Condições climáticas, logística de transporte e ritmo de colheita têm influenciado a produtividade e a formação dos preços no mercado interno, gerando oportunidades e desafios para produtores e indústrias.

Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a produção no Sul enfrenta perdas significativas devido ao clima adverso, enquanto regiões do Centro-Oeste apresentam colheita acelerada e maior estabilidade na oferta.

Sul do país registra perdas significativas por estiagem

No Rio Grande do Sul, a estiagem prolongada combinada a temperaturas elevadas afetou negativamente as lavouras durante o período crítico de enchimento de grãos. O estresse hídrico reduziu peso e qualidade, estimando-se uma perda de 2,71 milhões de toneladas, equivalente a 13% a menos que a safra inicialmente projetada.

O impacto no mercado físico já é sentido pelos preços, que se mantêm elevados devido à menor oferta e à retenção de grãos pelos produtores. Em algumas localidades:

  • Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa: R$ 119,00 por saca
  • Porto de Rio Grande: R$ 131,18 por saca
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Santa Catarina mantém estabilidade e alta produtividade

Em Santa Catarina, a safra apresenta cenário mais equilibrado. A produtividade média pode crescer até 28% em algumas regiões, beneficiada por tecnologias avançadas, sementes de alto potencial genético e manejo de solo aprimorado.

Apesar da redução de 1,64% na área plantada, a produção tende a garantir o abastecimento das agroindústrias locais. No porto de São Francisco do Sul, a saca é cotada a R$ 130,10.

Paraná e Mato Grosso do Sul aceleram colheita, pressão sobre logística

No Paraná, a colheita avança rapidamente, com 20% a 42% da área já colhida, dependendo da região. O ritmo elevado pressiona a capacidade de armazenamento e intensifica o escoamento para o porto de Paranaguá. Entre as principais praças:

  • Cascavel: R$ 118,00
  • Maringá: R$ 117,50
  • Ponta Grossa: R$ 121,50

Em Mato Grosso do Sul, a colheita cobre entre 27,7% e 43,9% da área, segundo dados do SIGA-MS. O período é marcado por custos elevados de produção e presença da ferrugem asiática, praga que afeta o rendimento em várias regiões. Preços praticados:

  • Dourados: R$ 110,00
  • Campo Grande: R$ 109,50
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Mato Grosso se aproxima de safra recorde, mas fretes elevam custos

No Mato Grosso, a colheita está quase concluída, com expectativa de safra recorde, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Apesar do alto volume, a forte demanda por transporte tem elevado os custos de frete, pressionando as margens dos produtores. Entre as cidades:

  • Rondonópolis: R$ 111,00 por saca
  • Sorriso: R$ 101,70 por saca
Impactos no mercado e acompanhamento do Banco Central

A disparidade entre oferta e demanda nas diferentes regiões influencia diretamente os preços da soja e a logística do agronegócio. A valorização em algumas regiões do Sul contrasta com a pressão de escoamento no Centro-Oeste, enquanto os custos de transporte impactam a rentabilidade.

O Banco Central do Brasil acompanha o cenário macroeconômico e cambial, considerando que variações no dólar e nos custos de frete afetam tanto a competitividade das exportações quanto a formação de preços internos do setor agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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