Agronegócio

Safra recorde desafia produtores com margens apertadas e preços em queda

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O Brasil deve colher uma safra recorde de soja em 2024/25, com previsão de alcançar 169,9 milhões de toneladas, um aumento de 12% em comparação ao ciclo anterior.

A área plantada deve crescer de forma mais modesta, com um incremento de 700 mil hectares, totalizando 46,2 milhões de hectares. Esse aumento é mais contido do que o registrado em anos anteriores, refletindo a expectativa de margens de lucro mais baixas do que a média da última década.

Mesmo com a previsão de margens operacionais melhores que no ciclo passado, as dificuldades permanecem, especialmente para produtores que dependem de arrendamento de terras, onde a rentabilidade pode ser quase nula.

A recuperação climática após o El Niño deve contribuir para uma produtividade maior, compensando parcialmente a queda nos preços da soja no mercado interno e externo.

No mercado global, a demanda por soja deve se manter firme, com o Brasil consolidando sua posição de maior exportador mundial, previsto para enviar 107 milhões de toneladas ao exterior, um aumento de 5% em relação ao recorde anterior.

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No mercado interno, o uso de soja para biodiesel deve elevar a demanda em 3,3%, chegando a 55 milhões de toneladas. No entanto, o aumento dos estoques internos pode pressionar ainda mais os preços em 2025, especialmente em regiões afastadas dos portos, onde os valores por saca já tendem a ficar abaixo de R$ 100 no início do ano, evidenciando o desafio que os produtores enfrentarão na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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