Agronegócio

Tabela de Fretes e o impacto direto na rentabilidade do agro brasileiro

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ANTT passa a monitorar fretes eletronicamente

Em outubro de 2025, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou os novos valores mínimos da Tabela de Fretes Rodoviários, com uma novidade tecnológica: o cruzamento de dados do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) permitirá identificar empresas que descumprirem os preços mínimos e aplicar multas eletrônicas em tempo real.

Criada em 2018, a tabela tinha como objetivo garantir remuneração justa aos transportadores e acalmar o setor. No entanto, durante anos, o mercado continuou sendo dominado pela lei da oferta e da procura, e poucas empresas respeitaram os valores estipulados oficialmente.

Fretes impactam diretamente produtores do Centro-Oeste

O transporte de grãos é estratégico para o Brasil, que não dispõe de armazenagem suficiente e precisa escoar rapidamente a produção. No Mato Grosso, maior produtor nacional, os fretes influenciam diretamente a renda do produtor.

  • Soja: 51,3 milhões de toneladas (30% do total nacional)
  • Milho: 55,1 milhões de toneladas (40% do total nacional)
Produtividade recorde: 60,5 sacas/ha para soja e 116,6 sacas/ha para milho (safra 2024/25)

O estado exportou em 2025 31 milhões de toneladas de soja (30% das exportações brasileiras) e 28 milhões de toneladas de milho (50% do total nacional). Com distâncias de até 2.300 km para o porto de Paranaguá e 1.380 km para Miritituba, qualquer alteração nos custos logísticos impacta diretamente a receita dos produtores.

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Diferença de preços entre regiões é reflexo do frete

A diferença de preços da soja entre regiões mostra a importância do frete:

  • Sorriso (MT): R$ 104/saca (60 kg)
  • Paranaguá (PR): R$ 142/saca

A diferença de R$ 38/saca (37%) é causada principalmente pelo custo do transporte. Além de reduzir a margem do produtor, o frete também aumenta o preço dos insumos, pressionando ainda mais a rentabilidade no Centro-Oeste.

Estratégias para reduzir o impacto dos fretes

O engenheiro agrônomo Ricardo Arioli, do CESB, destaca três formas de mitigar o impacto dos fretes:

Aumentar a produtividade

Produzir mais por hectare reduz os custos de produção e aumenta o retorno, mesmo com fretes mais caros.

Agregação de valor à produção

Exemplo: o etanol de milho. Hoje, indústrias locais garantem que o preço do milho pago aos produtores de Mato Grosso seja 90% do valor pago no Sul, diminuindo a dependência de longos transportes.

Investir em infraestrutura logística

Ferrovias e hidrovias poderiam reduzir custos e aumentar a competitividade, mas no Brasil, a expansão de modais enfrenta burocracia e entraves judiciais, sem prazo definido para avançar.

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Produtividade como escudo em margens apertadas

Para Arioli, a produtividade é a alternativa mais acessível e segura para os produtores enfrentarem custos elevados de frete. O Desafio Nacional de Máxima Produtividade do CESB comprova que, mesmo com maiores investimentos na lavoura, o retorno por real investido aumenta com produtividade, sendo um escudo eficiente em anos de margens estreitas.

Os interessados podem acessar os dados dos Campeões Nacionais de Máxima Produtividade no site do CESB (www.cesbrasil.org.br) e utilizar a informação para otimizar a produção e a rentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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