Agronegócio

Tomate sofre com clima no interior paulista e produtores investem em tecnologia para reduzir perdas

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O tomate de mesa, uma das hortaliças mais consumidas no Brasil, enfrenta um cenário desafiador nas principais regiões produtoras do interior de São Paulo. Produtores do cinturão hortícola que abastece mercados como Campinas e a capital paulista relatam impactos crescentes das mudanças climáticas sobre a produtividade e a qualidade dos frutos.

Ondas de calor, irregularidade nas chuvas e aumento da incidência de pragas têm pressionado a produção, elevando os riscos no campo e influenciando diretamente os preços no mercado.

Clima afeta qualidade e produtividade do tomate

O tomate destinado ao consumo in natura é altamente sensível às variações ambientais. Mudanças bruscas de temperatura, períodos de seca prolongada e excesso de radiação solar comprometem o desenvolvimento das plantas e a formação dos frutos.

Na prática, isso resulta em perdas relevantes na produção. Frutos com rachaduras, queimaduras solares ou maturação irregular acabam sendo descartados ou desvalorizados, reduzindo a rentabilidade do produtor.

Oscilação de preços reflete oferta irregular

Os impactos climáticos chegam rapidamente ao mercado. Nas centrais de abastecimento, como a Ceasa Campinas, a irregularidade na oferta e na qualidade do tomate tem provocado forte volatilidade nos preços.

Dados do setor hortifrutícola indicam que o produto já registrou variações superiores a 100% ao longo do ano, evidenciando a sensibilidade da cultura às condições climáticas.

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Escassez de água aumenta desafio no campo

Além do clima, a disponibilidade hídrica tornou-se uma preocupação central para os produtores. Mesmo com a adoção de sistemas como a irrigação por gotejamento, a disputa pelo uso da água tem se intensificado.

Segundo o engenheiro agrônomo Márcio Boldrin, da Biogênese, o cenário exige planejamento cada vez mais rigoroso.

“A agricultura hoje disputa recursos hídricos com os centros urbanos, o que torna essencial o uso eficiente da água nas lavouras”, destaca.

Tecnologias de irrigação ganham espaço

Diante desse cenário, produtores têm adotado soluções tecnológicas voltadas ao manejo hídrico e ao fortalecimento fisiológico das plantas.

Essas tecnologias, aplicadas diretamente na água de irrigação, ajudam a melhorar o aproveitamento hídrico, estimular o desenvolvimento radicular e aumentar a eficiência na absorção de nutrientes, além de reduzir os efeitos do estresse causado por calor e seca.

De acordo com Loremberg Moraes, diretor da Hydroplan-EB, o tomate exige atenção constante. “Pequenas variações climáticas já impactam diretamente a produtividade e a qualidade, o que demanda maior eficiência no manejo”, afirma.

Soluções aumentam produtividade e reduzem perdas

Entre as inovações utilizadas no campo estão insumos aplicados via irrigação, como géis que aumentam a retenção de água no solo e auxiliam no desenvolvimento das plantas.

Testes realizados em áreas comerciais indicam ganhos de produtividade entre 8% e 10% nas lavouras que adotaram esse tipo de tecnologia, em comparação ao manejo tradicional.

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Além disso, produtores relatam plantas mais vigorosas, com menor murchamento em períodos de calor intenso e maior potencial produtivo ao longo do ciclo.

Uso eficiente da água melhora sustentabilidade

Outro benefício observado está na melhor utilização de água e nutrientes. Com maior retenção hídrica no solo, há redução da lixiviação e melhor aproveitamento da adubação.

Esse modelo contribui não apenas para a produtividade, mas também para a sustentabilidade da atividade agrícola, reduzindo desperdícios e otimizando recursos naturais.

Tendência é de maior adoção tecnológica na horticultura

Com o avanço das mudanças climáticas e a crescente pressão sobre a produção de alimentos frescos, especialistas apontam que o uso de tecnologias voltadas à eficiência hídrica deve se intensificar nos próximos anos.

Para culturas sensíveis como o tomate de mesa, ferramentas que auxiliem na estabilidade da produção e na redução de riscos tendem a ganhar protagonismo no campo.

Resumo: A produção de tomate no interior paulista enfrenta desafios crescentes com o clima e a escassez de água, levando produtores a investir em tecnologias de irrigação e manejo para reduzir perdas, aumentar a produtividade e garantir maior estabilidade ao mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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