Agronegócio

Usina Jacarezinho bate recordes na Safra 25/26 com aumento de produtividade e investimentos em bioenergia

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A Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, encerrou a Safra 25/26 com moagem de 2,88 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando em cerca de 35% o volume da safra anterior (2,14 milhões de toneladas).

O ciclo foi marcado por desafios climáticos, incluindo geadas, incêndios e estiagem prolongada, mas mesmo diante dessas condições, a unidade registrou avanços significativos em produtividade agrícola.

Segundo a Emater, os indicadores da safra alcançaram 94,11 toneladas colhidas por hectare (TCH) e 12,58 toneladas de Açúcar Total Recuperável por hectare (TAH), consolidando a tendência de evolução produtiva da usina.

Tecnologia e manejo agrícola impulsionam resultados

O diretor de Operações Sucroenergéticas, Ricardo Zanata, destacou que os resultados refletem práticas contínuas de manejo agrícola, como:

  • Correção e preparo profundo do solo;
  • Controle de tráfego nas lavouras;
  • Planejamento varietal;
  • Uso crescente de insumos biológicos e orgânicos.

Essas estratégias permitiram maior resiliência dos canaviais, mesmo diante de eventos climáticos adversos, reforçando o potencial produtivo da unidade.

Perspectivas para a Safra 26/27

A Usina Jacarezinho projeta moagem de cerca de 2,9 milhões de toneladas na próxima safra, com investimentos estimados em R$ 10 milhões voltados à:

  • Aprimoramento da colheita;
  • Reforço da estrutura industrial;
  • Ampliação da cogeração de energia, com a fase II do projeto Maringá Energia.
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O CFO do Grupo Maringá, Eduardo Lambiasi, destacou que a empresa busca aumentar a flexibilidade industrial entre produção de açúcar e etanol, além de fortalecer a geração de bioenergia.

Produção de açúcar, etanol e levedura

Na Safra 25/26, a produção agrícola foi distribuída da seguinte forma:

  • 60% para açúcar (41% branco e 59% bruto);
  • 40% para etanol, sendo 70% hidratado e 30% anidro.

A produção de leveduras (inativa, autolisada e parede celular) totalizou 3,48 mil toneladas, 24% acima do projetado, com meta de 3,57 mil toneladas para a próxima safra, reforçando a diversificação do portfólio.

Bioenergia e Maringá Energia II

O ciclo 25/26 também destacou-se pela geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana, com 120,3 mil MWh produzidos, superando a previsão inicial.

Com a ampliação do projeto Maringá Energia II, a expectativa é chegar a 206,5 mil MWh na Safra 26/27, mais que dobrando a capacidade e fortalecendo a relevância da bioenergia nas operações do grupo.

Inovação agrícola: biológicos e fertilizantes

A Biofábrica produziu mais de 67 mil litros de bioprodutos, como bionematicidas, biofungicidas e biossolubilizadores, integrados às práticas de manejo para:

  • Proteção das raízes;
  • Aumento do vigor das plantas;
  • Maior tolerância a estresses climáticos.
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A fábrica de fertilizantes líquidos, em operação plena, produziu internamente os fertilizantes aplicados via vinhaça localizada, com investimento de R$ 3,3 milhões, permitindo novas formulações e maior eficiência agronômica.

Investimentos e preparação para desafios climáticos

Durante a Safra 25/26, foram aplicados R$ 34,2 milhões em melhorias agrícolas e industriais.

Para a Safra 26/27, a previsão é de R$ 10,5 milhões, voltados a:

  • Reforço da colheita;
  • Ampliação da estrutura industrial;
  • Expansão da cogeração de energia.

Além disso, a usina investe em monitoramento de incêndios com inteligência artificial e reforço da resposta rápida, preparando-se para eventos climáticos extremos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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