Com o objetivo de recuperar a pavimentação e melhorar o tráfego de veículos, a Prefeitura de Boa Vista segue o cronograma permanente da Operação Tapa Buraco por ruas e avenidas da cidade. Somente no primeiro semestre de 2026, o serviço atendeu a 54 bairros e recuperou 553 vias da capital.
Neste mês de agosto, as equipes atenderam a pontos estratégicos da cidade em diferentes bairros, como Nova Cidade, Alvorada, Cambará, Cidade Satélite, Piscicultura e Pintolândia, além das avenidas Padre Anchieta, Emília da Silva Lavor, Carlos Pereira de Melo, entre outras vias importantes da capital.
Nova Cidade, Cidade Satélite, Piscicultura e Pintolândia foram alguns dos locais contemplados
“O trabalho segue um planejamento técnico, priorizando as áreas que mais necessitam de intervenções. Por meio do serviço, recuperamos trechos que apresentam desgaste causado pelo tempo e pelo fluxo diário de veículos. Como resultado, melhoramos a circulação, beneficiando toda a população”, disse o secretário adjunto de Mobilidade Urbana (SEMOB), Gino Falcão.
Nesta quarta-feira, 19, a operação atendeu pontos no Nova Cidade, como as ruas Natal e Fortaleza, contribuindo para a mobilidade de moradores e para as atividades do comércio local. Morador há 17 anos no bairro, Aelio de Souza, 58, aprova o serviço, considerando a iniciativa essencial para o comércio.
“Acredito que isso melhora a vida de todos nós. Por isso dou nota 10 para a ação”, disse o morador
“Eu acho muito bom, pois ao tapar os buracos, a rua volta a vigorar. Recentemente, também abriram um comércio aqui, e esse serviço contribui positivamente para os empreendedores locais. Então, acredito que isso melhora a vida de todos nós. Por isso dou nota 10 para a ação”, disse.
A interrupção antecipada do período chuvoso, devido ao fenômeno El Niño, tem preocupado agricultores na zona rural de Boa Vista. Com menos água disponível no solo e temperaturas elevadas, os sistemas de irrigação fotovoltaica implantados pela prefeitura têm se tornado essenciais para garantir o desenvolvimento das lavouras e evitar prejuízos, permitindo que a produção tenha mais estabilidade. Ao todo, 156 equipamentos já foram instalados.
Sistemas foram acionados mais cedo
O sistema envolve bomba submersa, painéis fotovoltaicos, filtro e mangueiras de gotejamento, que permitem que a água seja aplicada de forma controlada, suprindo a necessidade das culturas e aumentando a eficiência no uso dos recursos hídricos.
“Com a redução das chuvas, esses equipamentos permitem que os agricultores mantenham suas plantações irrigadas, evitando perdas e dando mais segurança para o desenvolvimento das culturas. É uma ação que fortalece a agricultura, melhora a produtividade e contribui diretamente para a renda e a qualidade de vida das famílias que vivem da produção rural”, disse o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva.
Culturas têm sido irrigadas
Fenômeno climático
Como resultado dos efeitos do El Niño, fenômeno climático de aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, a falta de chuva impacta significativamente a agricultura. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), as projeções climáticas indicam a manutenção e a intensificação do período seco ao longo do segundo semestre de 2026, com elevada probabilidade de que o evento atinja intensidade muito forte.
O boletim sobre o El Niño, divulgado mensalmente pelo INPE, aponta que, na região Norte, o predomínio de chuvas abaixo da média e temperaturas acima da média intensificará a deficiência hídrica, aumentando a demanda por irrigação, além de elevar o risco de incêndios.
156 equipamentos já foram instalados
Edilson Gomes, agricultor da região do Murupu, recebeu o sistema há um ano e o equipamento tem ajudado a enfrentar as condições climáticas. “Com o inverno normal, a gente liga a irrigação no meio de setembro, mas como o período está muito seco, acionamos o sistema em junho porque está muito quente. Antes, a gente tinha uma bomba para molhar a lavoura, mas era muito difícil porque a conta de energia ficava muito alta. Agora, a força da água vem da placa solar que recebemos da prefeitura e não gastamos mais energia elétrica”, contou.
Produtores contam com irrigação fotovoltaica
Mesmo com a influência climática, os sistemas têm permitido que as famílias consigam produzir durante todo o ano, garantindo aumento na renda dos agricultores, já que não dependem da chuva para seguir com a produção. Calieu Ribeiro trabalha com o tio Edilson Pereira, no Murupu, e afirma que a escassez de chuva tem sido enfrentada com o sistema de irrigação fotovoltaica.
Painéis fotovoltaicos, filtros e mangueiras de gotejamento compõem o sistema
“Aqui, a gente produz melão, melancia, milho, café, mamão, maracujá, macaxeira e outras culturas. Com a instalação da placa solar, conseguimos ampliar o sistema de irrigação e tudo fica irrigado por um bom período. Hoje, com a seca, a gente liga o sistema às 7h e segue até as 17, com uma interrupção de uma hora, ao meio-dia. Sem irrigação não teria como manter tudo produzindo”, apontou.
Com falta de chuva, os agriculturres usam sistemas por mais horas
Hoje, mais de 4,5 mil famílias vivem na zona rural de Boa Vista, área em que 2.165 são atendidas pelo Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA), que oferece apoio aos agricultores do município. Da preparação da terra à colheita, a prefeitura oferece suporte a quem planta, produz e movimenta a agricultura na capital.
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