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Confira como foi o trabalho das Comissões no decorrer da semana

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Confira abaixo um resumo de como foi a atuação das comissões do Conselho Federal da OAB no decorrer da semana. Seguimos o critério da ordem cronológica da realização das reuniões: 

Comissão Especial do Código de Processo Civil

A Comissão Especial do Código de Processo Civil se reuniu na segunda-feira (17/10) em formato híbrido. Foram julgados três processos relativos a projetos de lei ou sugestões de projetos com o fim de alterar o Código de Processo Civil.

De acordo com o presidente da Comissão, Pedro Miranda, foram marcados eventos do Circuito Nacional de Processo Civil no ano que vem nos estados de Mato Grosso, em março, Tocantins, também em março, Goiás, em maio, e São Paulo, em junho. 

Estavam presentes na reunião a vice-presidente da comissão, Graciela Iurk Marins, a secretária, America Nejaim, o secretário-adjunto, Welder Queiroz dos Santos, os membros Thiago Mello e Antônio Augusto Pires, e os membros consultores Márcio André Sachet, Luis Felipe Gouveia, Ariadne Simões, José Henrique Mota Araujo e Eduardo Faoro.

Comissão Nacional de Direitos Sociais

A Comissão Nacional de Direitos Sociais esteve reunida na segunda-feira (17/10) para discutir sobre assuntos pertinentes a julgamento e redistribuição de processos. O grupo também anunciou um Webinar para 6 de dezembro. O evento contará com palestras do presidente da comissão, Paulo Maia, e terá como convidados os palestrantes Vólia Bonfim, Rafael Lara, Carolina Tupinambá, Fernando Paiva e Silvia Arão. 

Entre os processos julgados, a comissão deu destaque ao que trata da remuneração dos conselheiros representantes dos contribuintes que atuam diariamente no Conselho Administrativo de Recursos Federais, de relatoria da advogada Jaína Atanásio dos Santos.

Outro processo destacado foi o de relatoria da advogada Gabriela de Souza Correia, que trata da provocação da OAB para intervir no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Congresso Nacional e Tribunal Superior do Trabalho (TST), para fomentar diretrizes e aprimorar a Resolução 296/2021 do CSJT, buscando a defesa da manutenção de varas do trabalho no país.

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Segundo a decisão da relatora, o trabalho de OAB deve ser no sentido de assegurar a manutenção das varas do trabalho existentes. Participaram da reunião os membros João Carlos Fonseca Batista, Marcos D’Avila Melo Fernandes, Mayara de Oliveira Nogueira, Rodrigo Borges Soares, Camila Marques; e os membros consultores Gabriela de Souza Correia, Heloísa Valença Cunha Hommerding, Jaína Atanásio dos Santos e Murilo Guedes Chaves.

Comissão Nacional de Educação Jurídica

Na terça (18/10) e na quarta-feira (19/10), a Comissão Nacional de Educação Jurídica (CNEJ) da OAB realizou mais uma reunião de debate sobre o panorama do ensino do direito no país, sobretudo falou-se sobre os pedidos de abertura de novas vagas e polos de ensino do curso, e, também, sobre a flexibilização para a modalidade EAD do ensino jurídico, hipótese em relação à qual a OAB é sumariamente contrária. A presidente do colegiado, Gina Sarkis, conduziu os trabalhos.

O vice-presidente e a secretária-geral do Conselho Federal da OAB, Rafael Horn e Sayury Otoni, proferiram algumas palavras aos membros da CNEJ no sentido de reforçar a confiança da diretoria no trabalho da comissão e também elogiar as ações desenvolvidas na atual gestão.

Comissão Especial de Direito Empresarial

A Comissão Especial de Direito Empresarial reuniu-se, nesta quarta-feira (19/10), de forma híbrida, para avaliar a proposta de criação de um grupo de trabalho para análise e viabilidade de varas especializadas nos tribunais de justiça estaduais. O intuito do grupo é conhecer as diferentes realidades estaduais e a possibilidade de aprimorar a prestação jurisdicional na área. A proposta, apresentada pela secretária-geral da comissão, Larissa Junqueira Bareato, foi aprovada por unanimidade.

Além de Larissa, participaram da reunião Eduardo Brito Uchôa, Francys Menegon, Jonabio Barbosa, Livia Gavioli Machado, Marcelo Gil Rodrigues, Maria Eliane de Souza Pereira, Maria de Fátima Cartaxo, Pedro Cascaes Neto, Roger Sousa Kuhn e Stela Anicácio.

Comissão Especial de Direito Previdenciário

A Comissão Especial de Direito Previdenciário realizou na tarde de quarta-feira (19/10) reunião para debater assuntos de interesse da advocacia previdenciária. Ganhou destaque neste encontro a discussão em torno da proposta para adequação dos sistemas de peticionamento eletrônico, tais como o e-proc, os sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros sistemas do Judiciário, para juntada de vídeos. A proposição foi relatada pelo membro consultor da comissão, Kisley Luiz Domingos.

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O presidente da comissão, Bruno Baptista, explicou que, como resultado desse diálogo entre os integrantes do grupo, foi feita uma nota técnica. O documento será encaminhado à diretoria do Conselho Federal para que seja definido qual o melhor encaminhamento do tema. “Seria uma mudança muito interessante para a advocacia previdenciária. Ter essa possibilidade de juntar vídeos num processo judicial representa um grande avanço. Isso valeria para todos os sistemas de processo eletrônico do país. Ajudaria muito, por exemplo, na demonstração de situações de incapacidade ou hipossuficiência de um segurado”, disse Baptista.

Comissão Especial de Direito do Trabalho

A Comissão Especial de Direito do Trabalho concluiu o debate e aprovou texto de um anteprojeto sobre audiências e sessões telepresenciais na Justiça do Trabalho. O grupo se reuniu na última quarta-feira (19/10). Segundo o presidente da comissão, Ronaldo Tolentino, os integrantes já haviam identificado o problema da variedade de normas que hoje disciplinam as sessões e audiências feitas por vídeo conferência e sugerido caminhos para a unificação. O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, participou de parte do encontro e acompanhou o debate.

A comissão encaminhou o texto do anteprojeto à diretoria do Conselho Federal para que a Ordem possa oferecer uma solução para a sociedade. “Existem hoje diferentes regras e entendimentos sobre as audiências e sessões telepresenciais. Cada tribunal instituiu suas regras e procedimentos. Esse cenário pode ser um pouco confuso porque o que vale num tribunal pode não se aplicar a outro. Por isso, unificar essas normas é algo que trará clareza e agilidade para a Justiça do Trabalho. Contribui para o trabalho da advocacia trabalhista e com todos que buscam por justiça”, afirmou Tolentino.

Fonte: OAB Nacional

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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