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IAB realiza sessão solene para homenagear ex-presidente Rita Cortez

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O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, participou na noite desta quarta-feira (6/7) da solenidade de inauguração do retrato da ex-presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Rita Cortez, na galeria de ex-presidentes da entidade. A homenagem foi realizada durante a 10ª sessão ordinária do IAB, promovida de forma híbrida, sob a condução do presidente nacional da entidade, Sydney Limeira Sanches. 

Ao saudar a ex-presidente do IAB, Simonetti salientou que a OAB acompanhou o especial o zelo de Rita com a advocacia e com a produção jurídico-científica essencial para o progresso da Justiça no Brasil.

“A memória do IAB é um relicário de lutas democráticas e, por isso, é indispensável para o país. Com a memória ativa sobre o passado, consagramos o caminho da Justiça no tempo presente e no futuro. É por isto que a Galeria dos Ex-Presidentes guarda na memória institucional da entidade a contribuição inestimável dos grandes dirigentes nacionais da advocacia. O retrato que inauguramos hoje, Rita, não é apenas a reprodução de sua imagem. Trata-se de mais um registro material de sua presença no seleto grupo de gestores do Instituto que pensa juridicamente o Brasil”, disse Simonetti em seu discurso.

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O presidente do IAB cumprimentou Simonetti pelo esforço realizado no sentido de articular no Congresso Nacional a rejeição dos vetos da Lei 5.284/20, em especial ao trecho que trata da inviolabilidade dos escritórios e espaços de trabalho da advocacia. “Queria parabenizar ao presidente Simonetti pelo brilhante trabalho realizado pelo Conselho Federal na noite de terça-feira na derrubada dos vetos a trechos da Lei 5.284/20. Isso propiciou à advocacia mais conquistas dentro do compromisso do Conselho Federal em prestigiar a classe. Parabéns à diretoria da OAB e ao presidente pelo enorme trabalho realizado. Posso dizer tudo isso porque acompanhei e sei o quão difícil foi essa conquista. Um grande êxito para a advocacia. A advocacia está de parabéns”, declarou Sanches.

Gratidão

Rita foi a segunda mulher a presidir o IAB. Ao discursar ela fez uma referência carinhosa a Maria Adélia Campello Rodrigues Pereira, primeira mulher a presidir a entidade, durante o triênio 2006-2008. “Sinto-me privilegiada por estar nessa galeria de ex-presidentes”, resumiu Rita. “O que eu quero aqui hoje é agradecer. Fazer um manifesto de gratidão a todos que me acompanharam nesses quatro anos e ao longo de uma estrada dedicada aos direitos humanos, ao trabalho decente e a todos aqueles valores que carregamos desde os tempos de faculdade. Tenho muito orgulho de todos eles”, afirmou a homenageada. 

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Além de diversas figuras históricas do IAB e membros da entidade, também participaram da sessão o ex-presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, e o presidente da OAB-RJ, Luciano Bandeira. “Rita representa muito para esse movimento de Ordem e do IAB. A foto da Rita faz muito bem àquela galeria de ex-presidentes. A segunda mulher a ter sua imagem naquele espaço”, declarou Bandeira.

Novos integrantes

Além da solenidade que celebrou a ex-presidente, 10ª sessão ordinária do IAB consagrou o ingresso na entidade de três novos membros: Antônio Carlos de Almeida Castro, Pedro Ivo Leão Ribeiro Agra Belmonte e Zaíra da Conceição Vitor de Carvalho.

Fonte: OAB Nacional

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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