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MME destaca planejamento transparente para energia eólica offshore em agenda internacional

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O Ministério de Minas e Energia (MME) destacou, na última semana, o compromisso do Brasil com o desenvolvimento da energia eólica offshore de forma planejada, transparente e sustentável. O tema esteve no centro da agenda oficial da Delegação Brasileira à Dinamarca, realizada no âmbito da parceria energética Brasil–Dinamarca (BRADEP).

Representando o MME, técnicos da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, da Subsecretaria de Sustentabilidade e da Consultoria Jurídica participaram da missão e ressaltaram a importância da cooperação internacional para o avanço da transição energética. O intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os dois países contribui para o aprimoramento de políticas públicas e para o desenvolvimento de soluções capazes de impulsionar a expansão das fontes renováveis.

No âmbito da BRADEP, a delegação brasileira cumpriu agenda técnica com instituições dinamarquesas, incluindo órgãos governamentais, entidades reguladoras e representantes da indústria de energia eólica offshore. As atividades envolveram apresentações técnicas, visitas institucionais e troca de experiências sobre planejamento setorial, integração ao sistema elétrico e fortalecimento da cadeia produtiva.

Entre os temas debatidos estiveram os modelos de seleção e alocação de áreas, a participação das comunidades envolvidas, o planejamento da conexão à rede elétrica, a coordenação entre geração e transmissão e os mecanismos necessários para integrar grandes volumes de fontes renováveis variáveis ao sistema. As discussões estão alinhadas às ações conduzidas pelo Grupo de Trabalho Eólica Offshore (GT-EO) para estruturar o setor e contribuir para o aperfeiçoamento dos instrumentos regulatórios e institucionais em desenvolvimento no país.

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A programação também incluiu visitas técnicas a instalações do setor energético dinamarquês, com foco na operação e na implantação de parques eólicos offshore. Os participantes conheceram soluções adotadas em um sistema com elevada participação da geração eólica, reforçando a relevância do planejamento coordenado e da antecipação de investimentos em infraestrutura.

Estudos realizados para o Brasil indicam um potencial técnico estimado em cerca de 1.200 GW para geração de energia eólica offshore, segundo levantamento do Banco Mundial. Desse total, aproximadamente 480 GW são considerados viáveis por meio de fundações fixas, adequadas para áreas de menor profundidade, enquanto cerca de 748 GW poderão ser explorados futuramente com fundações flutuantes, destinadas a águas mais profundas. Com extensa faixa litorânea, ventos fortes e constantes e amplas áreas marítimas rasas, o Brasil reúne condições naturais favoráveis para o desenvolvimento dessa tecnologia.

O governo brasileiro avalia a energia eólica offshore como uma oportunidade estratégica para diversificar a matriz elétrica nacional, fortalecer a segurança energética, aumentar a resiliência do sistema e ampliar o potencial de crescimento do setor elétrico.

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O Ministério ressaltou que o Brasil pretende aproveitar as experiências internacionais sem replicar modelos de forma automática, buscando construir soluções compatíveis com suas características institucionais, territoriais, econômicas e sociais.

Participaram da missão representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima; da Pesca e Aquicultura; de Portos e Aeroportos e da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Marinha do Brasil e do IBAMA.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MME participa de reunião da OLACDE e reforça compromisso com a integração energética regional

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou da 65ª Sessão Ordinária do Conselho de Especialistas da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), realizada nos dias 27 e 28 de maio de 2026, na Cidade de Belize. O encontro reuniu representantes dos países-membros para debater temas estratégicos que subsidiarão as discussões da Reunião de Ministros, prevista para ocorrer durante a 11ª Semana de Energia, em outubro, em Santo Domingo, República Dominicana.

Entre os principais assuntos da pauta estiveram os desafios e oportunidades relacionados à inteligência artificial e à energia do futuro, com destaque para redes inteligentes, eficiência energética, fontes renováveis e gestão de sistemas energéticos. Também foram discutidos temas ligados à economia circular no setor de energia, à eletrificação da demanda energética e à proposta de criação de um Conselho Regional da Juventude na Energia.

Ao longo das discussões, os participantes reforçaram a importância da integração regional e do planejamento energético como instrumentos fundamentais para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor.

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Representando o MME, o diretor substituto do Departamento de Informações, Estudos e Eficiência Energética, Sérgio Ayrimoraes, destacou que a cooperação com a OLACDE tem sido fundamental para fortalecer a construção de um planejamento energético cada vez mais integrado, robusto e alinhado aos desafios da transição energética.

“O Brasil possui uma sólida experiência em planejamento energético de longo prazo, refletida em instrumentos como o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), Plano Nacional de Energia (PNE 2055) e o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), atualmente em consulta pública. Somos gratos à OLACDE pela colaboração técnica prestada no processo de revisão do Plante, que destacou sua abordagem sistêmica e elevada capacidade institucional, sendo de grande relevância para o aprimoramento desse instrumento”, afirmou o representante.

A participação do Brasil reafirma o compromisso do MME com o fortalecimento da cooperação regional, a promoção da segurança energética e a construção de uma transição energética justa, sustentável e alinhada aos desafios do desenvolvimento econômico e social da América Latina e do Caribe.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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