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Parlamentares reverenciam a diversidade de Brasília em homenagem ao aniversário da cidade

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Em sessão de homenagem aos 65 anos de Brasília, comemorados no dia 21 de abril, parlamentares do Distrito Federal elogiaram a diversidade da capital, que acolhe cidadãos de todo o País e do exterior. Autora do pedido para a realização da solenidade, a deputada Bia Kicis (PL-DF) destacou que, ao chegar a Brasília aos 9 anos de idade, encontrou pessoas que jamais conheceria se continuasse no Rio de Janeiro.

“Fiz novos amigos, novas amigas, conheci muita gente, pessoas do Rio de Janeiro, mas de locais completamente diferentes da minha Copacabana. Brasília é uma cidade onde as pessoas se misturam, pessoas de diversos estados, diferentes capitais, cidades do interior, todos se encontram aqui, assim como os sotaques se misturam aqui”, disse.

Bia Kicis também ressaltou que, em Brasília, convivem duas dimensões inseparáveis. Por um lado, trata-se da capital da República, sede de embaixadas e monumentos. De outro, existe a dimensão da cidade, espaço sonhado por muitos, onde tantas pessoas escolheram construir uma vida melhor.

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“Esta cidade nasceu de muitos sonhos, nasceu do sonho de JK, nasceu do sonho de Dom Bosco, dos sonhos de Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, tantos sonhadores, e também tantas pessoas que puserem a mão na massa, que trabalharam juntas para construir esta cidade. E aí, minha homenagem aos pioneiros, aos candangos que construíram esta terra.”

A deputada Erika Kokay (PT-DF) também destacou que Brasília nasceu do sonho de muitos como parte de um projeto de desenvolvimento nacional. A parlamentar realçou que vieram pessoas de todos os cantos do País para transformar o barro vermelho, característico da cidade, em capital da República.

Diversidade da população
Erika Kokay ainda chamou a atenção para a diversidade da população do Distrito Federal. “Brasília nasceu com brasileiros e brasileiras que vieram de todos os cantos do País. Esta capital que foi sonhada por Dom Bosco, que trazia um traço mágico de Lúcio Costa, muitas vezes eu penso que não é verdade que nós temos um avião, nós temos um pássaro, e esse pássaro bateu asas e foi para muitos cantos, porque Brasília não é só os seus palácios, não é apenas os gabinetes: Brasília, o Distrito Federal, é composta por tantas cidades, de um povo que vem de todos os cantos do Brasil e que optou por estar aqui”, disse a deputada.

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Já o senador Izalci Lucas (PL-DF) relatou que, assim como ele próprio, os filhos dele decidiram viver em Brasília, mesmo com a oportunidade de escolher outros lugares. Dentre as características que tornam a cidade especial, o parlamentar destacou o fato de os carros pararem para os pedestres, e o céu estar sempre visível no horizonte.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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