Brasil

Segurança Digital: Serviços passam a exigir níveis mais altos de segurança na plataforma do governo

Publicado em

O cidadão deve ter um perfil prata ou ouro na plataforma Gov.com.br para ter acesso a informações de programas como o “Valores a Receber”, do Banco Central, e e-CAC, da Receita Federal.

A partir deste mês, serviços públicos que são oferecidos por meio do acesso à plataforma governamental, Gov.br, vão precisar de níveis mais altos para a validação. Segundo o governo, essa atualização de segurança ocorre em serviços que envolvem o acesso de informações sigilosas ou pagamentos feitos pelo governo. São os casos do “Valores a Receber”, do Banco Central, e e-CAC, da Receita Federal. 

Uma das ações para aumentar os níveis de segurança é a Validação Bancária. Com isso, a conta do cidadão passa para um nível mais elevado de segurança, como o Prata e o Outro. É importante lembrar que, ao entrar na plataforma, a conta já é considerada nível Bronze, que dá acesso a alguns serviços que não são tão visados pelas fraudes. 

O aposentado Lívio Appeles utiliza os serviços do Gov.br e pretende elevar a segurança da conta. Ele acha que as mudanças são positivas. “Eu já utilizava a plataforma do governo e me sinto mais confortável com essa segurança a mais. Como envolve dados pessoais, acho que todo meio de proteção é válido”.

Leia Também:  Pabllo Vittar comemora declaração de RuPaul sobre boatos de rivalidade

Segundo o especialista em segurança Leonardo Sant’Anna, a medida vem para atender pedidos da própria população. “Nós tivemos uma série de notícias que informam que pessoas têm dados vazados, onde se informa onde ela tem contas bancárias, onde ela já fez algum tipo de transação que envolvesse um órgão governamental”, relembra. 

Outro ponto importante é que a plataforma Gov.br não terá acesso aos dados bancários da conta cadastrada ou o banco às informações disponíveis na conta governamental do cidadão. A integração de sete instituições financeiras é uma facilidade e uma proteção aos usuários. 
“A partir do instante que o governo disponibiliza um nível adicional de segurança, nós temos a oportunidade de contar com um parceiro institucional, o parceiro mais sério que possa contar, já que estamos falando do Governo Federal, para que os nossos dados estejam protegidos em mais uma camada que vai impedir que esses problemas continuem a acontecer para qualquer cidadão que vá fazer algum tipo de pagamento”, ressalta Sant’Anna.

Upgrade da conta

Como acessar a validação pelo seu banco

  • Acesse o link acesso.gov.br;
  • Escolha em ‘Outras opções de identificação’ a opção ‘Seu banco’;
  • Ao abrir a tela, clique no banco onde tem conta bancária.
Leia Também:  Perdão de dívidas de produtores de cacau é aprovado pela CDR

Outros pontos que elevam a conta para o nível prata ou ouro são o reconhecimento facial pelo aplicativo Gov.br para conferência da foto nas bases da Carteira de Habilitação (CNH); validação dos seus dados com usuário e senha do SIGEPE, se você for servidor público federal ou reconhecimento facial pelo aplicativo Gov.br para conferência da sua foto nas bases da Justiça Eleitoral (TSE). 

Valores a receber 

Desde o dia 7 de março, cerca de R$ 4 bilhões ‘esquecidos’ em bancos poderão ser sacados, nesta primeira fase, por 26 milhões de pessoas físicas (CPF) e 2 milhões de pessoas jurídicas (CNPJ). Segundo o Banco Central, desse total, 25,9 milhões de pessoas físicas já consultaram se possuem algum dinheiro ‘esquecido’ em alguma conta e 253 mil empresas fizeram a verificação. 

Para consultar, basta acessar a plataforma do Banco Central valoresareceber.bcb.gov.br. Em seguida preencher com CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou de abertura da empresa.

Caso o cidadão ou empresa tenha direito a valores esquecidos em bancos, será informado um agendamento, com data e horário, para voltar ao site e solicitar o resgate do dinheiro.

( Com Informações: Brasil 61 )

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

Brasil

Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

Published

on

Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

Leia Também:  SELETIVO | Governo convoca cuidadores e merendeiros para atender a rede estadual de ensino Destaque

A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

Leia Também:  Perdão de dívidas de produtores de cacau é aprovado pela CDR

Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:

Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA