CNJ

Tribunal da Paraíba firma convênio com a Uninassau para atendimento às vítimas de violência doméstica

Publicado em

Compartilhe

O Tribunal de Justiça da Paraíba, por intermédio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, com a participação da Associação das Esposas dos Magistrados (AEMP) e da Gerência de Qualidade de Vida, firmou Convênio de Cooperação Técnica com a Faculdade Maurício de Nassau (Uninassau). A assinatura do documento aconteceu na tarde desta segunda-feira (30), na sede do Anexo Administrativo do TJPB, em reunião conduzida pela Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargadora Maria das Graças Morais Guedes.

A finalidade é proporcionar suporte psicológico às mulheres vítimas de violência doméstica, encaminhadas pela Coordenadoria da Mulher do TJPB, por meio de estágios supervisionados de alunos do 9º período do Curso de Psicologia da Uninassau. O serviço dará, também, assistência às crianças e adolescentes, filhos das mulheres vítimas, bem como, aos homens envolvidos em violência doméstica, através de acompanhamento psicológico. Os atendimentos serão realizados no “Espaço Saúde Mental”, no Centro Profissionalizante Nossa Senhora de Fátima, localizado na sede da Associação das Esposas dos Magistrados. A coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJPB, juíza Anna Carla Falcão disse ser a formalização do convênio de extrema importância para a pauta do enfrentamento da violência doméstica, pelos benefícios que proporcionará.

Leia Também:  Central de Perícias de Florianópolis agendou mais de 7 mil perícias em 2022

“A violência contra a mulher leva a muitas consequências, tanto para as vítimas, quanto para os filhos das vítimas, como também, para os agressores, e neste sentido a Coordenadoria da Mulher buscou, através da Uninassau, esse apoio no que diz respeito ao atendimento psicológico. O intuito é que a vítima não volte a permanecer no ciclo da violência, e, também, envolvendo seus filhos, que são os maiores prejudicados nessa contenda”, destacou a magistrada. Anna Carla Falcão lembrou, ainda, que, muitas vezes, as vítimas conseguem sair da violência, e os agressores entram em outros relacionamentos, fazendo outras vítimas, reincidindo na violência. Eles serão encaminhados pela Coordenadoria da Mulher para serem submetidos ao atendimento psicológico, a fim de se conscientizarem e mudarem o  pensar sobre o tratamento com a mulher, seja no aspecto físico, psicológico e patrimonial, conforme pontuou a coordenadora.

Para a presidente da AEMP, Carmen de Fátima Benevides, a parceria é da maior relevância, pois atende a um dos principais objetivos da Associação, a filantropia. Ela enfatizou que o trabalho realizado no Espaço Saúde Mental tem surtido um significativo efeito para as famílias que buscam ajuda.

“Preparamos tudo com muito amor, dentro dos pedidos da coordenação de psicologia, na qual a psicóloga Penha Pontes acompanha os estagiários e os pacientes, com todo o material necessário para o desenvolvimento de um excelente trabalho”, enalteceu Carmen Benevides. A reitora do Centro Universitário da Uninassau, Érica Norimar Gonçalves salientou ser de muita importância o convênio entre as instituições, promovendo a inclusão de práticas,  aprendidas, muitas vezes, em salas de aula, cujo tema, relevante, representa uma necessidade social. “A parceria com o Tribunal de Justiça chancela a importância do cuidado e do olhar das entidades para esta situação. A violência contra a mulher está numa incidência grande, que não atinge só a mulher, mas todo o seio familiar. Esse é um projeto muito significativo para a sociedade”, realçou Érica Gonçalves.

Leia Também:  Tribunal gaúcho é único de grande porte a alcançar 100% no IPC-Jus em 2021

Assinaram o Termo de Cooperação Técnica a Desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, a coordenadora da Mulher, Anna Carla Falcão, a gerente da Gevid, Valéria Beltrão, a presidente da AEMP, Carmen Benevides, a reitora da Uninassau, Érica Gonçalves e o coordenador do Curso de Psicologia, Sócrates Pereira. Presentes ao evento, a juíza auxiliar da Vice-Presidência, Michelini Jatobá, a  coordenadora de Saúde Mental da Gevid, Penha Pontes, a servidora da Coordenadoria da Mulher, Angela Maria Ramalho, a supervisora da AEMP, Fernanda Gadelha, e a advogada da Uninassau, Nathalya Ribeiro.

Fonte: TJPB

Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais

Fonte: CNJ

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CNJ

Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

Published

on

Compartilhe

A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

Leia Também:  Leis aprovadas na ALE-RR priorizam vítimas de violência doméstica

As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

Leia Também:  Central de Perícias de Florianópolis agendou mais de 7 mil perícias em 2022

Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA