Desenvolvimento

Governo Federal lança projeto para revitalizar bacia hidrográfica do Rio Urucuia

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Projeto Pró-Águas Urucuia vai beneficiar 14 municípios de Minas Gerais e Goiás. MDR também entregou nesta sexta-feira (17) maquinários no valor de R$ 17,7 milhões a 24 municípios.

Mais de nove mil propriedades rurais de Goiás e Minas Gerais vão receber quatro milhões e meio de mudas de espécies nativas do cerrado ao longo de cinco anos. A ação faz parte do projeto Pró-Águas Urucuia, lançado pelo Governo Federal nesta sexta-feira, 17 de setembro.

O projeto faz parte do Programa Águas Brasileiras, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR. A iniciativa busca revitalizar bacias hidrográficas do País. 

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, esteve presente ao lançamento e falou sobre a importância do projeto:

“Preservar nossas nascentes é preservar o nosso futuro. Este programa, desde que foi lançado, tem sido um sucesso. Várias empresas de grande porte do país têm patrocinado ações de revitalização das nossas bacias”

As propriedades rurais estão distribuídas em 14 cidades goianas e mineiras. Elas vão contar com mais de 100 milhões de reais para investir na conservação do solo e na recomposição da vegetação em áreas degradadas ao longo do Rio Urucuia.

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Uma das beneficiadas é a produtora rural Ingrid Soares. Ela ressaltou que, além da recuperação ambiental, o projeto vai gerar empregos na região.

“A recuperação de uma área degradada é sempre muito bem-vinda em qualquer área. Vai estar beneficiando a população tanto na questão da sustentabilidade e também na geração de emprego e renda pra região”.

Também presente ao lançamento do programa, o presidente Jair Bolsonaro lembrou a importância do Rio São Francisco para garantir a segurança hídrica na região Nordeste. 

“Quem diria, daqui de Minas Gerais, água para nosso Nordeste brasileiro. Tenho andado pelo Nordeste com o ministro Rogério Marinho. Alegria daquele povo quando se abre um poço artesiano, ou se inaugura um trecho da transposição do Rio São Francisco, não tem preço “.

Nesta sexta-feira, também foram entregues 371 máquinas e equipamentos a 24 municípios do noroeste mineiro. Eles serão usados pelas prefeituras na revitalização de áreas degradadas e em atividades diversas de produção e apoio. Além disso, cerca de 20 mil alevinos da espécie curimatã-pacu foram soltos no Rio Urucuia para revitalização da fauna local.

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Fonte: Brasil 61

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Brasil possui R$ 411 bi para financiamento de projetos verdes por meio de bancos públicos

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Programa Nacional de Crescimento Verde busca aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento sustentável

O Brasil possui R$ 411 bilhões disponíveis para financiamento de projetos verdes intermediados por bancos públicos federais. O valor foi estimado no período entre outubro de 2021 e dezembro de 2022, e é oferecido por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Novo Banco do Desenvolvimento (Banco do BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Os dados foram apresentados pelo secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Daniel Catelli, durante o II Fórum de Governança Ambiental, promovido pelo Comitê de Desenvolvimento Sustentável da Rede Governança Brasil (RGB).

“O montante de recursos que nós temos no Brasil, hoje, destinado a esse tipo de atividade é muito grande. Nós precisamos de bons projetos, de uma boa governança, para que esse recurso consiga chegar na ponta, para que o empreendedor consiga acessar esses recursos. E que consigamos de fato transformar a economia do nosso país e fazer com que essa realidade, que o Brasil vive hoje, o consolide em uma superpotência ecológica no mundo”, destacou.

Programa Nacional de Crescimento Verde

Durante o fórum, o secretário Daniel Catelli falou sobre o Programa Nacional de Crescimento Verde. Criado em 2021 pelo governo federal e gerido pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima e Crescimento Verde, o programa tem os seguintes objetivos:

  • Aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento sustentável;
  • Aprimorar a gestão de recursos naturais;
  • Criar empregos verdes;
  • Promover a conservação de florestas e a proteção da biodiversidade;
  • Reduzir as emissões de gases de efeito estufa;
  • Estimular a captação de recursos, públicos e privados, provenientes de fontes nacionais e internacionais;
  • Incentivar a elaboração de estudos e pesquisas que contribuam com os objetivos do programa.
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“Não entendemos o meio ambiente dissociado do elemento humano. O elemento humano está presente no meio ambiente e interage diretamente com ele. E precisamos criar incentivos positivos”, disse Catelli.

Segundo o secretário, até setembro, o Programa Nacional de Crescimento Verde deve estabelecer uma uniformização do conceito de projetos verdes que valha para todas as instituições financeiras. “Se não tivermos uniformização, nós não conseguimos falar a mesma língua. Nós teremos algumas instituições dizendo que um determinado projeto é verde e, em uma outra instituição, o mesmo projeto pode não ser considerado verde”.

Iniciativas

Uma das iniciativas apoiada pelo programa é a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Programa Nacional de Logística Reversa. As medidas buscam acelerar o encerramento de lixões e aumentar a reciclagem, para transformar o lixo em investimentos verdes.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos é extremamente inovadora e exitosa, no sentido de que agora nós estamos trazendo crédito de reciclagem. Estamos trazendo mais um elemento econômico importante para incentivar a reciclagem no Brasil. E esses elementos econômicos acabam estimulando a população, não apenas como algo mandatório. Queremos trazer incentivos”, afirma Catelli.

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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil é recordista mundial em reciclagem de latas de alumínio, com mais de 31 bilhões de latas recicladas em 2020. Do total de 402 mil toneladas produzidas naquele ano, 391 mil toneladas foram recicladas.

Outras iniciativas do programa são o Mercado de Crédito de Carbono (decreto 11.075/2022) e a Estratégia Federal de Incentivo ao Uso Sustentável do Biometano (decreto 11.003/2022). Segundo a pasta, o Brasil tem potencial para gerar de US$ 16 bilhões a US$ 72 bilhões em receitas líquidas de crédito de carbono até 2030.

Além disso, em 2021, o Ministério de Minas e Energia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, realizou o primeiro leilão de energia gerada a partir da drenagem de gás dos resíduos sólidos (biogás e biometano), que contou com investimentos de mais de R$ 500 milhões.

Daniel Catelli também citou a Cédula de Produtor Rural Verde e a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais. Ambas buscam incentivar a preservação de florestas e vegetação nativa, por meio de compensação financeira.

Fonte: Brasil 61

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