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Em Uberlândia, Governo Federal inaugura Complexo Produtor de Água Deputado Luiz Humberto Carneiro

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No aniversário de 133 anos de Uberlândia (MG), o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), inaugurou nesta terça-feira (31) o Complexo Produtor de Água Deputado Luiz Humberto Carneiro – Sistema Capim Branco. O evento contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Rogério Marinho.

Executada pela Prefeitura de Uberlândia, a obra recebeu investimentos de R$ 332,7 milhões por meio do Programa Avançar Cidades-Saneamento, do MDR. É considerada uma das maiores do País financiada com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – R$ 287,9 milhões de empréstimo por meio da CAIXA e R$ 44,7 milhões de contrapartida do município.

Durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro reforçou o compromisso da atual gestão em prestar serviço à população. “Durante esses dois anos e oito meses de mandato, conseguimos fazer mais com menos. Conseguimos mostrar para todos que é possível e, aos poucos, vamos vencendo os obstáculos”, ressaltou.

O sistema vai reforçar o abastecimento de água tratada na cidade mineira, levando água tratada a 1,5 milhão de pessoas na primeira etapa e a 3 milhões de habitantes até 2060. A Estação de Tratamento de Água (ETA) começa a operar com sua capacidade total (2 mil litros por segundo), transportando água até o Centro de Reservação do Bairro Custódio Pereira e, de lá, distribuindo para outros bairros da cidade.

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O ministro Rogério Marinho ressaltou que esta inauguração exemplifica os benefícios trazidos pelo novo Marco Legal do Saneamento. “O novo Marco Legal permitiu, em apenas um ano, termos um resultado superlativo. Porque estados, municípios e o Governo Federal, juntos, tinham a capacidade de aportar, com recursos onerosos e não onerosos, acerca de R$ 7 bilhões por ano. Mas em um ano apenas, isso já aumentou em dez vezes. Nós já temos hoje R$ 70 bilhões em investimentos”, afirmou. “E daqui para 2033 mais de R$ 750 bilhões serão aportados em favor do tratamento da água, do esgoto e da destinação adequada do resíduo sólido em todo o país”, completou.

A ETA está em pré-operação desde setembro de 2020. Desde então, foram realizados testes em todas as áreas, como parte elétrica, mecânica, automação química e estanqueidade das estruturas civis. Além disso, os sistemas de motobombas da captação de água bruta e da elevatória de água tratada também foram observados, dando início ao tratamento e produção de água.

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Marcos Antônio Pereira é produtor rural na região e acredita que o novo sistema de captação traz benefícios à população local. “Essa iniciativa é fantástica porque vai habilitar Uberlândia a continuar sendo essa cidade progressista. Somos destaque na qualidade de vida, mas agora essa estação prepara a cidade para desafios futuros. Esses investimentos tiveram um impacto social muito relevante, como a melhoria ao acesso às propriedades, a condição de trabalho dos funcionários da atividade rural, por exemplo. Além disso, houve um trabalho social muito grande em torno dessa obra ”, disse.

Fonte: Brasil 61

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Presidente Lula anuncia linha de crédito especial para motociclistas e entregadores

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Em evento no Palácio do Planalto, o presidente Lula assinou nesta sexta-feira (12) a Medida Provisória que cria o Move Brasil – Entregadores e Motoapp, um financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou cargas, por meio de aplicativos ou com vínculo celetista, para a compra de motonetas, ciclomotores e motocicletas.

“Nós estamos tirando mais um pouco de gente da invisibilidade. Ontem foram as mulheres negras, hoje são os motoqueiros e ciclistas deste país. E eu espero que amanhã não tenha ninguém mais invisível neste país, porque nós vamos tratar o povo com decência e com respeito”, declarou o presidente Lula. Para o presidente, o Move Brasil – Entregadores e Motoapp representa mais um passo no reconhecimento de categorias historicamente excluídas.

O ministro em exercício do Ministério do Trabalho e Emprego, Chico Macena, que participou do evento, declarou que “o programa reconhece que, para milhares de trabalhadores brasileiros, a moto, a bicicleta elétrica ou o ciclomotor não são bens de consumo: são instrumentos de trabalho, que vão melhorar as condições de trabalho e renda”. Ele também afirmou: “O Move Brasil conta com taxa de juros baixa, com 48 meses para pagar e dois meses de carência. Com isso, o presidente tira esses trabalhadores da invisibilidade, pois eles são fundamentais para a economia brasileira”, ressaltou Chico.

Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que o programa reconhece as transformações ocorridas no mundo do trabalho e valoriza profissionais que exercem atividades essenciais para a população. “Esse financiamento é o reconhecimento merecido a milhares de trabalhadores que arriscam sua vida por 10 horas em cima de uma moto para levar comida quente à nossa casa e fazer entregas de encomendas. Isso é reconhecimento e valorização. Nunca o governo tinha dado um reconhecimento para esses trabalhadores”, observou Boulos.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou que a iniciativa combina inclusão produtiva, fortalecimento da indústria nacional e estímulo à economia. Ele explicou que os recursos utilizados no programa são oriundos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). “Quando a gente olha para esse setor, estamos lidando com taxas de juros anuais entre 25% e 30%. São taxas muito altas que, muitas vezes, inviabilizam a renovação de frota e o acesso por parte dos motociclistas. Então, vamos oferecer uma taxa que é menos da metade das taxas de mercado, correspondente a 0,99% ao mês”, destacou.

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Nicolas Souza Santos, da coordenação da Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativo, disse que o governo federal atendeu à pauta dos entregadores. Segundo ele, muitos trabalhadores alugam motos para conseguir trabalhar. “Agora quem tem bicicleta vai conseguir comprar uma elétrica ou uma moto, tudo sem entrada e com uma prestação muito mais barata que o aluguel de moto”.

A representante da Associação de Trabalhadores de Aplicativos por Moto e Bike (ATAMB), Natália Soares, ressaltou a importância do diálogo mantido com a categoria desde o início. “O governo está olhando para nós. Continue, porque desde o início de janeiro a gente está no grupo de trabalho. Para muitos, não é nada, mas hoje vocês estão fazendo por onde”, disse Natália.

Sobre a MP — A medida contempla entregadores, motofretistas, motoristas, mototaxistas e outros trabalhadores que prestem serviços intermediados por plataforma digital. Eles precisam ter pelo menos seis meses de cadastro na plataforma, no mínimo 100 corridas ou entregas realizadas e consentimento para compartilhamento de informações necessárias à análise de elegibilidade. Também contempla profissionais celetistas com vínculo formal de emprego que exerçam atividades de transporte urbano de cargas ou passageiros.

O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, sem entrada e com cobertura de até 100% do valor do bem. A linha terá taxa de juros abaixo da praticada pelo mercado, dois meses de carência e prazo de financiamento de até 48 meses. O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado.

As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação de operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

Produtos — Entre os itens financiáveis estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país; bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e motocicletas, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projetos de investimento para produção nacional. Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

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A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo que ajuda a reduzir o risco das operações e amplia o acesso ao crédito. A garantia terá cobertura de 50% da carteira e de até 100% da operação. A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos.

As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, garantia pública, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.

Como aderir — A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa. O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Empresas — O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.

A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.

Confira aqui as Perguntas Frequentes (FAQ).

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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