Economia

Empresários de pequenas indústrias de Piracicaba comemoram segundo trimestre positivo

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Deputado federal Alexis Fonteyne (Novo/SP) acredita que aumento do consumo foi determinante para crescimento da pequena indústria no segundo trimestre

A indústria de Piracicaba mantém a trajetória de crescimento em 2021. Entre julho e agosto, mais de 60% das exportações do município foram de maquinários agrícolas. Além disso, os empresários locais importaram produtos como reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, o que indica investimento no desenvolvimento industrial. Os dados são da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (ACIPI).
 
O mesmo se observa nos micro e pequenos negócios, afirmam empresários e entidades locais. A nível nacional, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as micro e pequenas empresas do setor industrial tiveram um segundo trimestre bem melhor do que o primeiro em 2021. Os indicadores que medem a situação financeira, o desempenho, a confiança e as perspectivas dos empresários aumentaram de abril a junho na comparação com o período entre janeiro e março. 
 
Para o deputado Alexis Fonteyne (Novo/SP), a melhora das pequenas indústrias é consequência do aumento do consumo pela população, impulsionada, por exemplo, pela continuidade do auxílio emergencial. “Elas [as pequenas indústrias] vêm a reboque das grandes indústrias. As demandas que estavam reprimidas estão sendo atendidas. Há, inclusive, uma grande escassez e uma dificuldade para conseguir matérias-primas no mercado, e isso significa que o consumo está mais alto, que está tendo atividade e, portanto, as pequenas indústrias também estão dando os seus retornos aí”, destaca.

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Euclides Baraldi Libardi, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras (Simespi) vai na mesma linha e destaca a melhora dos números em contraste com problemas na cadeia de produção.

“Houve um crescimento e temos expectativa de continuar nesse ritmo, mas também houve algumas dificuldades, como a falta de matéria-prima. O crescimento poderia, inclusive, ser melhor até. Havia uma demanda reprimida. Essa demanda voltou, os pedidos voltaram, mas eles enfrentam essa dificuldade de matéria-prima”, ressalta.

Melhora

O Índice de Situação Financeira dos pequenos negócios, por exemplo, encerrou o segundo trimestre com 42,3 pontos. O resultado é 4,5 pontos percentuais acima do que foi registrado nos três primeiros meses do ano e, de acordo com a pesquisa, é consequência da maior produção e faturamento dessas empresas.
 
Dono de uma pequena empresa que fabrica telas e filtros para indústrias de papel e celulose, Rami Yehia conta que, apesar das dificuldades, o negócio cresceu 12% em 2020, pois novos mercados se abriram com a chegada da pandemia. No entanto, ele destaca que este ano tem sido ainda mais positivo.
 
“A vacinação abrangeu uma quantidade maior de pessoas. Isso deu tranquilidade para a população sair um pouco de casa, houve uma melhora e no nosso negócio não foi diferente. O mercado é grande e também cresceu bastante, sobretudo neste segundo trimestre. Tivemos um crescimento em torno de 3% a 4% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre. Estou numa curva ascendente dentro do meu segmento”, comemora.

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Perspectivas

Os empresários industriais de pequeno porte estão confiantes. O indicador que mede o otimismo dos empreendedores encerrou o segundo trimestre em 60 pontos. O resultado é bem acima da média histórica, que é de 52,5 pontos. Para o economista William Baghdassarian, o avanço da imunização contra a Covid-19 é um dos sinais que a sociedade precisa para voltar a viajar, consumir e gerar emprego novamente. 
 
“À medida que os números da vacinação vão subindo e grande parte da população foi vacinada, essa incerteza diminui, a confiança do empresário aumenta, ele investe mais, ele gera mais renda, o comerciante compra mais para vender mais”, destaca o especialista. 
 
Rami diz que as expectativas para o segundo semestre são as melhores, não apenas para a sua empresa, mas também para todos os atores da atividade produtiva. “A gente tem uma perspectiva de realmente melhorar não só o nosso negócio como todos ao redor, porque é uma cadeia. Quando você tem consumo, você também produz para as empresas de consumo. Eu estou com uma perspectiva de terminar o ano de 2021 com uma condição muito melhor do que nós começamos”, afirma.

Fonte: Brasil 61

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MDIC divulga balança comercial da 3ª semana de setembro de 2026

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou, nesta segunda-feira (21/9), os dados da Balança Comercial da 3ª semana de setembro de 2026.

Outros dados de Comércio Exterior podem ser consultados no COMEXSTAT.

Acesse AQUI o release semanal.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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