Se a equipe profissional masculina jogou com o uniforme branco alusivo à causa em 27 de junho, o clube tem como ideia que o time feminino faça o lançamento do preto no próximo mês
O último Dia do Orgulho Gay, celebrado anualmente em 28 de junho, foi histórico em São Januário. Na véspera da data, o Vasco fez uma série de ações e lançou uma camisa alusiva ao movimento LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexual e +). E as homenagens e o apoio vascaíno não pararam por aí. Em agosto, o clube lançará o modelo preto da camisa LGBTQIA+.
Com previsão de chegada às lojas para a primeira quinzena de agosto, o uniforme de cor preta muito provavelmente será usado pela equipe de futebol feminino do Vasco. Embora ainda não haja uma data definida no calendário, o clube lançará luz às meninas com o objetivo de dar visibilidade à modalidade, que agora é autossustentável dentro de São Januário após a prorrogação do contrato de parceria com a Ambev.
É uma das bandeiras da diretoria liderada por Jorge Salgado o apoio ao futebol feminino, e a ideia é que as jogadoras tenham maior relevância interna e se tornem ativos em campanhas do clube. Ou seja, caso não haja data no calendário do time próxima ao lançamento, as meninas provavelmente serão as modelos de lançamento da camisa preta LGBTQIA+ do Vasco.
Vasco vai usar a camisa 4, alusiva ao LGBTQIA+, contra o Brusque — Foto: Rafael Ribeiro/Vasco
Ainda com design indefinido, o Vasco pretende lançar uma camisa praticamente igual à que estreou em 27 de junho, na vitória por 2 a 1 sobre o Brusque, em São Januário. Seria um uniforme predominantemente preto com detalhes alusivos ao arco-íris dentro da faixa diagonal e na gola.
O preço é o mesmo: R$ 269,90. Aliás, após estrondoso sucesso de vendas em junho, o segundo lote de camisas do Vasco LGBTQIA+ da cor branca está previsto para chegar às lojas também em agosto.
Se o uniforme branco já foi um sucesso imediato por todas as ações realizadas pelo Vasco em 27 de junho, as homenagens do clube foram validadas de vez em histórico gesto de Cano, que ergueu a bandeira em apoio à causa LGBTQIA+ ao comemorar o gol dele na vitória por 2 a 1 contra o Brusque.
Dias depois, em entrevista ao diário argentino “Olé”, Cano tratou a marcante manifestação como uma mensagem de “respeito, amor e paz”.
– O bom dessa comemoração é que não foi planejada. Foi algo do momento e isso a torna mais bonita. Quando fiz o gol, pensei em correr até a bandeira, tirá-la e levantá-la, dando uma mensagem de respeito, paz e amor. De que somos todos iguais e que cada um pode pensar livremente o que quiser. Essa é a mensagem que queria transmitir a todo o mundo. Repercutiu muito em diversos países e o mais bonito é que foi natural e sincero, nada planejado – disse Cano.
Cano comemora gol erguendo a bandeira das cores do arco-íris — Foto: Rafael Ribeiro/Vasco
O Cuiabá não tomou conhecimento do Náutico e venceu por 3 a 0, nesta segunda-feira (21.09), na Arena Pantanal, em partida válida pela 29ª rodada do Brasileirão Série B de 2026. O triunfo foi construído com um gol de Lorenzo Martins no primeiro tempo e dois de Kauan Cristtyan na etapa final, que terminou como o grande nome do confronto.
O jogo
Lorenzo Martins abriu o placar aos 33 minutos da primeira etapa. Após cruzamento de Jean Dias pelo lado esquerdo, o atacante encontrou a infiltração do companheiro no miolo da área e desviou de cabeça para o fundo da rede, colocando o Dourado em vantagem ainda na primeira etapa.
Na volta do intervalo, o Cuiabá ampliou rapidamente. Aos 7 minutos, Fábio Gomes deu um toque de calcanhar com categoria para Kauan Cristtyan, que ficou de frente para o goleiro Muriel e acertou o canto direito. Aos 18, o próprio Kauan Cristtyan aproveitou um rebote do goleiro dentro da grande área e escorou para o gol, fechando o placar em 3 a 0.
O time da casa dominou as ações ofensivas durante todo o duelo. No primeiro tempo, chegou a 15 finalizações contra apenas 3 do adversário. Na etapa final, o número subiu para 24 contra 12, com 9 no alvo contra 3 do Náutico. O visitante até teve mais posse de bola em alguns momentos, mas esbarrou no bloqueio defensivo montado pelo Auriverde, que soube administrar a vantagem.
O Náutico ainda assustou em lances de bola parada. Jean Carlos acertou o travessão em cobrança de falta ainda na primeira etapa, no que poderia ter sido um gol olímpico, e Raúl repetiu a dose no segundo tempo, também parando no travessão em batida de longa distância.
O árbitro Raimundo Rodrigues aplicou dois cartões amarelos na partida, para Júnior Todinho e Wanderson. Fábio Gomes chegou a receber atendimento médico no primeiro tempo após sentir dores no tornozelo, mas seguiu em campo e participou diretamente da jogada do segundo gol.
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