Roraima

Escola de Uiramutã tem proposta pedagógica selecionada em programa do MEC

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A Escola Estadual Indígena Bernardo Sayão, localizada na comunidade indígena Maracanã I, em Uiramutã, teve sua proposta pedagógica selecionada pelo MEC (Ministério da Educação) para o Programa Ensino Médio Mais. A unidade está entre as 18 escolas escolhidas em todo o país e recebeu um incentivo de R$ 13 mil, por meio do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), para execução das atividades.

A escola atende 167 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio e inscreveu a proposta no edital do programa federal, que busca fortalecer o ensino médio noturno com apoio técnico e financeiro. A coordenadora pedagógica da escola, Cleovania Lira Macedo, destaca que seleção é um marco para Uiramutã e para Roraima.

“Levar o nome das escolas indígenas para o Brasil, é muito importante. Demonstra que nós temos possibilidade de apresentar para o país a nossa cultura, a nossa resistência, os nossos movimentos indígenas em prol da educação escolar indígena”, disse a coordenadora.

Com o recurso, a proposta teve como foco a produção de materiais pedagógicos a partir de pesquisas de campo na própria comunidade. As ações foram organizadas em quatro frentes principais.

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A primeira envolveu palestras sobre bullying no ambiente escolar. A segunda consistiu na formação de grupos de estudantes para desenvolvimento de temas específicos, como contos tradicionais indígenas da comunidade Maracanã I, visitas a sítios arqueológicos e estudos sobre medicina tradicional, com atividades de pesquisa e produção de conteúdo.

A terceira ação foi a realização de uma mostra pedagógica, com produção de desenhos, pinturas e a confecção de um livro. Já a quarta etapa prevê a criação de grafismos indígenas na escola. As atividades são voltadas aos estudantes do ensino médio noturno, com o objetivo de estimular a permanência e o engajamento escolar.

“A equipe gestora, a equipe pedagógica, a equipe de apoio, os pais, os alunos, ficaram muito felizes com esse resultado, afinal, todos tiveram a sua contribuição para que a gente alcançasse com êxito as ações desenvolvidas na proposta pedagógica que foi apresentada para o Ministério da Educação”, finalizou Cleovania.

Programa Ensino Médio Mais

O Programa Ensino Médio Mais é uma iniciativa do Governo Federal que oferece suporte técnico e financeiro a escolas estaduais que possuem ao menos uma turma de ensino médio no período noturno, com foco especial em unidades com menores índices no Indicador de Nível Socioeconômico.

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A proposta do programa é incentivar a criação de práticas pedagógicas alinhadas ao perfil dos estudantes do noturno, contribuindo para a permanência, a trajetória escolar e o desempenho acadêmico.

Fonte: Governo RR

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Roraima

Sesau e Ministério da Saúde qualificam profissionais para ampliar acesso a implante contraceptivo em Roraima

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A Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, iniciou nesta quarta-feira, 29, a Oficina de Qualificação para a Implementação do Implante Subdérmico na Atenção Primária à Saúde.

A iniciativa integra o segundo ciclo de formação voltado aos municípios com até 50 mil habitantes, com o objetivo de ampliar a oferta de métodos contraceptivos de longa duração no SUS (Sistema Único de Saúde) e reduzir desigualdades no acesso à saúde sexual e reprodutiva.

“Hoje estamos em uma parceria com o Ministério da Saúde para fazer o acolhimento e a capacitação dos profissionais enfermeiros e médicos de todo o Estado de Roraima. Estamos com todos os municípios, os Leste e Yanomami, além dos hospitais como a Maternidade Nossa Senhora de Nazareth e o Hospital Santo Antônio também. A ideia do Implanon é justamente fazer com que diminua a quantidade de gestações não desejáveis, essa mulher vai ter a oportunidade de se planejar se ela quer engravidar ou não”, afirmou o secretário adjunto da Saúde, Manoel Roque.

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A oficina também reuniu profissionais da saúde prisional, de instituições de ensino superior e do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde). A proposta é formar facilitadores que irão conduzir a estratégia de implementação do método ao longo de 2026.

“A primeira oficina ocorreu no ano passado, focando nos profissionais da capital e agora nós temos a presença de profissionais de todos os municípios do Estado. O objetivo e para ampliar o acesso aos contraceptivos de longa duração, é uma estratégia importante para a saúde sexual e reprodutiva no nosso Estado”, ressaltou a gerente de Saúde da Mulher, Lilian Souza.

A superintendente do Ministério da Saúde em Roraima, Andrea Maia, enfatizou que a qualificação dos profissionais é fundamental para garantir segurança na oferta do método.

“É só através disso, dessa autonomia que a mulher tem sobre o seu corpo, que ela pode de verdade se sentir segura. E quando ela encontra esse profissional qualificado na Unidade Básica de Saúde, que pode orientá-la no melhor método contraceptivo”, pontuou.

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Para o médico da saúde da família e comunidade no Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) Leste, Lucas Viana, a iniciativa representa um avanço na democratização do acesso.

“Eu sinto que essa capacitação vai ser muito importante para poder operacionalizar a equidade no território e levar os direitos reprodutivos e os direitos sexuais no nosso contexto da saúde indígena para mais pessoas. E que poderemos planejar nossas ações para transformar isso numa potência que vai de fato permitir que as mulheres tenham acesso a esse recurso que é tão seguro, tão importante e que vai ajudar bastante essa população que às vezes é vulnerabilizada em todos os sentidos, especialmente quando falamos das mulheres”, comentou o médico.

Após a etapa teórica, os enfermeiros participantes deverão concluir o processo de habilitação com a realização de três inserções supervisionadas do implante subdérmico. A organização dessa fase será feita em pactuação entre Estado e municípios.

Fonte: Governo RR

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