O país já aplicou mais de 107 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 e, deste total, mais de 79 milhões de imunizantes foram usados para a primeira dose do sistema vacinal contra o coronavírus.
As segundas doses aplicadas somam pouco mais de 28 milhões e representam apenas 26% do total aplicado na primeira dose, até agora. Isso significa que entre todas as pessoas que tomaram a D1, 74 % ainda precisam voltar às Unidades Básicas de Saúde para a D2.
De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização completa contra a Covid-19 só será efetiva após tomar a segunda dose da vacina. Nesse sentido, o Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (7), a campanha de conscientização para a importância da segunda dose da vacina contra a Covid-19. A Família Zé Gotinha foi escolhida para lembrar a população do compromisso com a imunização final contra a Covid-19 em vídeos institucionais que serão veiculados na internet, nas redes sociais.
Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o objetivo inicial da campanha é alertar, sobretudo, as pessoas que tomaram a D1 e não voltaram às unidades de saúde para a D2.
“Todos os imunizantes, com exceção de um deles que é de dose única, necessitam de duas doses e independente da vacina que tomou, todas elas são importantes. Devemos procurar a segunda dose da vacina”, alerta o ministro.
Marcelo Queiroga, afirmou ainda que as vacinas da segunda dose já estão reservadas e aguardam para serem aplicadas, principalmente, nos idosos que tomaram a primeira, mas não retornaram para a segunda.
“Eles têm o sistema imunológico mais comprometido e é fundamental que vá ao posto para tomar a segunda dose. É importante para a saúde de cada um e para o Programa Nacional de Imunização”, esclarece Marcelo Queiroga.
O grupo de pessoas imunizadas com a primeira dose, com idade entre 60 e 64 anos, soma mais de 25 milhões e, destes, apenas 1,9 milhão foi protegido com a segunda dose contra a Covid-19, no país.
Mais um lote, com 600 mil doses da vacina da Pfizer foi entregue ao Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (7). Em todo país, mais de 143 milhões de doses foram distribuídas aos estados e a expectativa é que mais 40 milhões de doses sejam entregues ao país até o final de julho.
Dados do Ministério da Saúde levantados pelas secretarias estaduais de saúde e publicados no Painel Covid-19 do portal Brasil61.com, mostram que mais de 526 mil pessoas morreram em decorrência da Covid-19 no Brasil. O número de casos confirmados, desde o início da pandemia, já ultrapassa os 18,8 milhões.
Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.
“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.
Foto: Walterson Rosa/MS
O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.
A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.
Parceria Anvisa e Cofepris
Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.
Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.
Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.
Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.
A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.
A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.
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